Nova variante da Covid já foi detectada em 23 paísesReprodução/UCLA
A variante permaneceu circulando de forma discreta por meses antes de se espalhar com mais intensidade, comportamento semelhante ao inseto que passa longos períodos subterrâneo antes de emergir.
Especialistas destacam que a BA.3.2 apresenta entre 70 e 75 mutações na proteína spike — estrutura usada pelo vírus para invadir células humanas —, número considerado elevado. Essas alterações genéticas podem dificultar o reconhecimento do vírus pelo sistema imunológico, reduzindo a eficácia da proteção prévia.
Estudos laboratoriais indicam que a variante consegue escapar de parte dos anticorpos, embora algumas mutações também possam reduzir sua capacidade de se ligar às células humanas, o que pode limitar sua transmissibilidade ou impacto clínico.
Até o momento, não há indícios de que a BA.3.2 cause quadros mais graves da doença ou aumento nas hospitalizações. Especialistas afirmam que, apesar das características genéticas que chamam atenção, o impacto prático da variante ainda é considerado moderado.
Em dezembro de 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a BA.3.2 como uma “variante sob monitoramento”, categoria usada para cepas com potencial risco, mas sem evidências suficientes de maior gravidade ou disseminação acelerada.
Dados recentes também mostram que a variante já foi detectada em amostras de águas residuais e em viajantes internacionais. Na semana encerrada em 28 de março, a BA.3.2 representava cerca de 7% das amostras analisadas nos EUA, indicando crescimento gradual, embora ainda sem domínio entre as variantes circulantes.

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