Três pessoas que estiveram no cruzeiro MV Hondius morreram por suspeita de hantavírusDivulgação / Oceanwide Expeditions
"Classificamos todas as pessoas a bordo como o que chamamos de contatos de alto risco", disse Maria Van Kerkhove, diretora de preparação e prevenção de epidemias e pandemias da OMS, durante um evento nas redes sociais.
Ela acrescentou que se recomenda "um acompanhamento e monitoramento ativo de todos os passageiros e tripulantes que desembarcarem durante um período de 42 dias".
Kerkhove ressaltou que o risco para a população em geral e para os habitantes das Ilhas Canárias, onde se espera que o cruzeiro MV Hondius lance âncora no domingo, continua sendo "baixo".
Em uma carta aberta, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que viajou para a Espanha para acompanhar a evacuação, assegurou aos moradores das Canárias o baixo risco representado pela chegada do cruzeiro.
"Preciso que me escutem com clareza: isto não é outra covid. O risco atual para a saúde pública derivado do hantavírus continua sendo baixo", escreveu. Ele também reconheceu que a cepa do hantavírus registrada no cruzeiro "é grave".
"Três pessoas perderam a vida, e nossos corações estão com suas famílias. O risco para vocês, em sua vida cotidiana em Tenerife, é baixo", afirmou.
As autoridades das Canárias se opuseram firmemente à atracação do MV Hondius, que ficará ancorado na região antes da evacuação dos passageiros.

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