Taiwan, de governo democrático, é reivindicada pela China como parte de seu territórioAFP
O ministério também insistiu que as vendas de armas dos Estados Unidos para Taiwan são parte do compromisso de segurança de Washington com Taipé, depois que Trump afirmou que estava examinando o tema.
Trump concluiu na sexta-feira (15) uma visita de Estado a Pequim, onde o presidente chinês, Xi Jinping, o indicou a não apoiar Taiwan.
Após seu encontro com Xi, o presidente americano advertiu a ilha que não deve fazer uma declaração de independência.
"Não tenho vontade de que alguém declare a independência, sabem, supondo que temos de percorrer 15.000 quilômetros para ir para a guerra. Não busco isso", disse Trump ao programa "Special Report with Bret Baier", do canal Fox News.
"Quero que (Taiwan) eles se acalmem. Quero que a China se acalme", afirmou. "Não queremos guerras e, se a situação permanecer como está, acredito que a China ficará satisfeita".
"Conflito"
Segundo a legislação americana, Washington é obrigado a fornecer armas a Taiwan para sua defesa, mas não está claro se as forças americanas ajudariam a ilha em caso de conflito.
Xi iniciou a reunião bilateral com Trump com uma advertência firme sobre Taiwan, cujo presidente, Lai Ching-te, considera que a ilha já é independente, o que torna desnecessária uma declaração.
O mandatário chinês disse ao homólogo americano que uma gestão equivocada da questão delicada poderia provocar um "conflito".
A presidência de Taiwan destacou neste sábado as "múltiplas reafirmações por parte dos Estados Unidos, incluindo o presidente Trump e o secretário de Estado Marco Rubio, de que a política e a posição (...) em relação a Taiwan permanecem inalteradas".
"A cooperação entre Taiwan e Estados Unidos sempre foi demonstrada por meio da ação", afirmou a porta-voz da presidência, Karen Kuo, em um comunicado.
Venda de armas
O Parlamento de Taiwan aprovou recentemente um projeto de lei de gastos de Defesa de 25 bilhões de dólares, que serão utilizados para adquirir armas americanas.
Na sexta-feira, ao ser questionado sobre o envio de armas, Trump respondeu: "Vou tomar uma decisão em um prazo bastante curto".
A diplomacia taiwanesa ressaltou que as armas "não são apenas um compromisso de segurança dos Estados Unidos com Taiwan, claramente estipulado na Lei de Relações com Taiwan, mas também uma forma de dissuasão conjunta contra as ameaças regionais."

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