Morte de terrorista foi anunciada por Trump e confirmada por autoridades nigerianasAFP

Estados Unidos e Nigéria mataram o número dois na linha de comando global do grupo Estado Islâmico (ISIS) em uma operação conjunta no país africano, cenário frequente de ataques do movimento extremista. A informação foi confirmada pelo presidente nigeriano Bola Tinubu neste sábado (16).

"Abu Bilal al Minuki, segundo na linha de comando do Estado Islâmico em todo o mundo, pensou que poderia se esconder na África, mas não sabia que tínhamos fontes que nos mantinham informados sobre o que ele estava fazendo", afirmou na sexta-feira (15) o presidente americano Donald Trump.

Al Minuki nasceu em 1982 no estado de Borno, noroeste da Nigéria. Em sua rede Truth Social, Trump escreveu que "o terrorista mais ativo do mundo" foi eliminado em "uma missão meticulosamente planejada e muito complexa" e seguindo suas ordens. "Com a eliminação dele, as capacidades operacionais do Estado Islâmico em todo o mundo ficam consideravelmente reduzidas", acrescentou Trump.
O Exército nigeriano descreveu Abu Bilal al Minuki como um "alto dirigente do Estado Islâmico e um dos terroristas mais ativos do mundo".

"Nossas Forças Armadas nigerianas, determinadas e em estreita colaboração com as Forças Armadas dos Estados Unidos, executaram uma ousada operação conjunta que desferiu um duro golpe às fileiras do Estado Islâmico", afirmou o presidente Tinubu em um comunicado.

O norte da Nigéria, o país mais populoso da África, enfrenta a violência de grupos jihadistas e de grupos criminosos, chamados localmente de "bandidos", que atacam vilarejos com frequência e recorrem a sequestros em massa para extorquir os moradores.

Trump alega que os cristãos da Nigéria são "perseguidos" e vítimas de um "genocídio" perpetrado por "terroristas". Especialistas negam categoricamente a afirmação, já que a violência afeta cristãos e muçulmanos de maneira indistinta.

O Exército americano, em coordenação com as autoridades nigerianas, bombardeou o estado de Sokoto no período de Natal, ações direcionadas, segundo Washington, contra jihadistas do Estado Islâmico. Desde então, os dois países reforçaram sua cooperação militar.