Beatriz Moreira de Oliveira é uma das brasileiras detidas pelas forças armadas de IsraelInstagram/Reprodução
Como outras tentativas de oferecer ajuda à população que vive em Gaza, os navios têm sido barrados em águas internacionais, ou seja, que não ficam sob domínio de Israel. De acordo com o movimento, 9 mil pessoas já foram presas injustamente, o que configura um quadro "de terror", caracterizado pela violência de Estado.
Em nota, a GSF destacou a gravidade da situação. "Diante dos depoimentos sobre o sequestro ilegal de participantes da GSF em águas internacionais, ocorrido em 29 de abril, que detalham padrões de tortura, abuso físico grave e violência sexual invasiva perpetrados pelas forças de ocupação israelenses, temos sérias e imediatas preocupações com a segurança física e o bem-estar de todos os detidos ilegalmente", escreveu.
Direito internacional
Os representantes dos nove países reclamaram sua liberação e reiteraram quão fundamental é a obediência a termos convencionados mundialmente, por meio do direito internacional e internacional humanitário.
Os Ministros ressaltam, ainda, que os repetidos ataques contra iniciativas humanitárias pacíficas refletem continuado desrespeito ao direito internacional e à liberdade de navegação.
"Conclamam a comunidade internacional a assumir suas responsabilidades legais e morais, garantir a proteção de civis e de missões humanitárias e adotar medidas concretas para pôr fim à impunidade e assegurar responsabilização por essas violações."
Irlanda
O Ministério das Relações e Comércio Exterior da Irlanda disse que iria, juntamente com a Embaixada do país em Israel, se envolver no caso, exigindo a soltura imediata, bem como assegurar suporte aos cidadãos irlandeses implicados.
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