Manifestação aconteceu no Internado Judicial de Barinas (Injuba), na VenezuelaReprodução / Redes Sociais

Centenas de presos tomaram neste domingo uma prisão no oeste da Venezuela, para denunciar a prática de tortura por parte de autoridades carcerárias e exigir a destituição do diretor do local.
Ativistas denunciam há anos a superlotação, alimentação precária e falta de assistência médica nas prisões venezuelanas, além de atrasos processuais e violações sistemáticas dos direitos humanos.
Os detentos se reuniram no telhado da prisão, onde penduraram faixas com mensagens em que pedem ajuda. Vários deles tinham o rosto coberto.
Colunas de fumaça eram vistas no Internado Judicial de Barinas (Injuba), a cerca de 500 km de Caracas. Os presos atearam fogo em colchões e lençóis, entre outras coisas.
Agentes cercaram a prisão, em frente à qual dezenas de familiares se reuniam, apreensivos. Yelitza Arrollo disse à AFP que não tem notícias do filho desde o último dia 8. "Estão sofrendo, porque estão sendo agredidos, torturados. Queremos a destituição do diretor."
Familiares de detentos afirmaram que há vários feridos. O governo venezuelano não se pronunciou sobre a rebelião.
Em 2023, o presidente Nicolás Maduro ordenou uma operação militar nas principais prisões do país, que eram controladas há anos por "pranes", como são conhecidos na Venezuela os líderes de grupos criminosos.