Pontífice também pediu que o mundo supere o conceito de 'guerra justa'AFP

O papa Leão XIV pediu desculpas pelo longo atraso da Igreja Católica em condenar a escravidão, que chamou de uma "ferida na memória cristã" em sua primeira encíclica, publicada nesta segunda-feira.

"Em nome da Igreja, peço sinceramente perdão", escreveu Leão XIV no texto que define as posições da Igreja em diversas questões, entre elas a inteligência artificial.
O pontífice também pediu que o mundo supere o conceito de "guerra justa", defendido, entre outros, pelo governo americano de Donald Trump, e lamentou que "a humanidade esteja deslizando para uma cultura violenta do poder".

"Hoje, mais do que nunca, é importante reafirmar o abandono da teoria da guerra justa, invocada com muita frequência para justificar qualquer conflito, sem prejuízo do direito à defesa legítima em seu sentido mais estrito", afirma no texto, que tem o título "Magnifica Humanitas" ("Humanidade Magnífica"), que define a posição do papa em questões sociais.
Leão XIV desejou que a inteligência artificial (IA) seja “desarmada” para “evitar que domine o ser humano”, em sua primeira encíclica, publicada nesta segunda-feira (25), na qual afirma que ela “alimenta a lacuna entre os incluídos e os excluídos”.

A encíclica, um documento que define a posição da Igreja em questões sociais, tem o título "Magnifica Humanitas" ("Humanidade magnífica") e adverte que a IA "não pode ser considerada moralmente neutra", insistindo no papel da educação para aprender a administrar seus riscos.