Uma das fachadas da Catedral da Dormição ficou destruída e o telhado parcialmente danificadoReprodução / X
Efforts to deal with the aftermath of the Russian strikes are ongoing in Kyiv, as well as in Kharkiv. Last night, the Russians launched more than 60 missiles at the capital alone. In total, 70 missiles and 611 drones were used against Ukraine. As of now, 28 people have been… pic.twitter.com/WRp6iEOu7h
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) June 15, 2026
Em Kiev, os bombardeios russos atingiram vários bairros da cidade e provocaram pelo menos cinco mortes, segundo as autoridades, que também anunciaram um balanço de 34 feridos.
Cinco pessoas, quatro integrantes dos serviços estatais de emergência e um funcionário do governo municipal, morreram na cidade de Kharkiv, nordeste do país, segundo o ministro do Interior, Igor Klimenko. Uma outra pessoa morreu em Kherson, no sul do país.
Um incêndio atingiu o telhado da Catedral Ortodoxa da Dormição, localizada no complexo do Mosteiro das Cavernas de Kiev, considerado Patrimônio Mundial da Unesco, informou o prefeito da capital, Vitali Klitschko. O complexo foi fundado no século XI e tem grande importância para os cristãos ortodoxos, tanto na Ucrânia como na Rússia.
Moscou afirmou que efetuou um "bombardeio maciço" durante a noite contra instalações militares em Kiev, Kharkiv e na região de Dnipropetrovsk, mas negou ter apontado contra o complexo monástico da capital. O Ministério da Defesa russo afirmou que o incêndio no Mosteiro das Cavernas foi provocado por um míssil Patriot "obsoleto" de defesa aérea.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, afirmou que a Rússia atacou "deliberadamente" com dois drones a área do complexo monástico.
Uma das fachadas da catedral ficou destruída e o telhado parcialmente danificado. Mais de 10 caminhões de bombeiros foram enviados ao local.
A Unesco condenou o ataque em um comunicado e afirma que "causou danos significativos no exterior e no interior da Catedral da Dormição" e em seus arredores. A organização afirmou que está à disposição das autoridades para ajudar a avaliar os danos.
O metropolita Epifânio de Kiev, primaz da Igreja Ortodoxa da Ucrânia, denunciou um "crime contra a humanidade, a história e a cristandade".
Igrejas ortodoxas, vetor de poder
A Igreja Ortodoxa da Ucrânia se separou oficialmente do Patriarcado de Moscou em 2022, após a invasão das tropas russas. Dois anos depois, o governo de Kiev proibiu o ramo da Igreja russa na Ucrânia. O patriarca de Moscou, Cirilo, é um fervoroso defensor do presidente Vladimir Putin.
"Assim como a guerra de agressão que a Rússia trava contra a Ucrânia há mais de quatro anos, nada justifica este ataque contra o nosso patrimônio universal", afirmou na rede social X o presidente francês, Emmanuel Macron.
O Exército russo afirmou que lançou um bombardeio em larga escala contra instalações industriais ucranianas. A Força Aérea informou que Moscou lançou 70 mísseis e 611 drones, em sua maioria contra Kiev, dos quais 50 e 582 foram interceptados, respectivamente.
O bombardeio russo acontece após o anúncio de um acordo entre Estados Unidos e Irã para acabar com a guerra no Oriente Médio, e a poucas horas de uma reunião de cúpula do G7 na França. Volodimir Zelensky pediu aos governantes do G7 que intensifiquem a pressão sobre a Rússia.
"É muito importante que tenhamos uma resposta dos países do G7, que se reúnem agora para esta cúpula, e que essa resposta seja decisiva e substancial: mais pressão sobre o agressor e mais apoio para a defesa aérea da Ucrânia, especialmente sua capacidade antibalística", declarou Zelensky.

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