Israel atacou Kfar Tebnit, no sul do Líbano, nesta quinta-feira (18)Reprodução / X

O Exército israelense afirmou nesta quinta-feira (18) que continuará operando no sul do território libanês e "eliminará ameaças" além de sua chamada "zona de segurança", apesar do acordo entre Estados Unidos e Irã para acabar com a guerra, que inclui o Líbano.

Após divulgar um mapa da "zona de segurança", que avança quase 10 km dentro do território libanês, o Exército informou que suas tropas permanecerão na região "para eliminar ameaças e reforçar a defesa dos moradores do norte de Israel".

Em um comunicado posterior, um porta-voz militar israelense afirmou que o Exército "continuará eliminando ameaças para os soldados das FDI (Forças de Defesa de Israel) e para os civis do Estado de Israel identificados além da zona de segurança".

Estados Unidos e Irã assinaram nesta quarta-feira (17) um acordo para acabar com as hostilidades na guerra no Oriente Médio, que inclui o fim dos combates em todos os fronts, inclusive no Líbano.

Desde o anúncio do acordo entre Teerã e Washington, a intensidade da violência caiu drasticamente no sul e o grupo pró-iraniano Hezbollah não reivindicou nenhum ataque contra Israel.

Apesar da redução na violência, três pessoas morreram nesta quinta-feira em vários ataques israelenses, segundo a agência oficial NNA, uma delas quando um "drone inimigo atacou um carro" na região de Kfar Tebnit.
O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra em março ao atacar Israel para vingar a morte do líder supremo da República Islâmica, no início da campanha americano-israelense. Israel respondeu com bombardeios em todo o Líbano e com uma invasão terrestre no sul, perto da fronteira e sob controle do Hezbollah há muitos anos.