Ataques miraram bases na Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein e IraqueReprodução / X
#Iran / #USA: Iranian Forces (#IRGC) launched retaliation strikes against US Bases in #Jor. At least one Ballistic Missile struck Aqaba.
— War Noir (@war_noir) September 1, 2026
IRGC used more than 10 Medium-Range Ballistic Missiles (MRBMs) —very likely “Kheibar Shekan” and/or “Emad” missiles. pic.twitter.com/UJWMrYn5Uf
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia advertido nesta terça-feira (1º) sobre ações "com muito mais força e intensidade" caso o Irã respondesse à ofensiva americana, que, segundo o Exército iraniano e a imprensa estatal, provocou o total de 18 mortes.
'Mata como Satã'
Um vídeo divulgado por uma conta do governo iraniano nas redes sociais mostra escombros e danos no local do casamento em Sirik, enquanto gritos podem ser ouvidos ao fundo. O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, chamou os Estados Unidos de "Satã".
"Escola de Minab: crianças massacradas. Ginásio de Lamerd: crianças assassinadas. Casamento em Kuhestak: crianças assassinadas ao lado de suas famílias. Se uma potência atua como Satã, escolhe alvos como Satã e mata como Satã, é Satã", afirmou Ghalibaf em uma publicação na rede social X, retomando a palavra usada regularmente contra Washington desde a Revolução Islâmica de 1979.
O Exército não se pronunciou, mas, segundo o porta-voz do Comando Central (CENTCOM), Tim Hawkins, "as Forças Armadas dos Estados Unidos nunca atacam civis, ao contrário da Guarda Revolucionária" iraniana.
Ataques 'contundentes'
As forças de Teerã responderam e atacaram as tropas americanas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos. Além disso, dois petroleiros foram atingidos por projéteis em ataques cuja autoria não foi reivindicada.
Trump afirmou que os ataques "contundentes" de domingo foram uma "represália pela tentativa fracassada dos iranianos de colocar minas navais no estreito" e pelo "lançamento por parte dos iranianos de oito mísseis, todos interceptados com sucesso, contra nossa base militar na Jordânia".
Segundo a televisão iraniana, a ofensiva americana desta terça-feira provocou explosões no sul do país, ao longo do Estreito de Ormuz, e em uma ilha do Golfo. A emissora também relatou outro ataque americano contra um aeroporto na província de Kerman.
Na província de Khuzestan, sete pessoas morreram e oito ficaram feridas, informou a agência oficial IRNA.
A Guarda Revolucionária anunciou que quatro membros de sua força aeroespacial morreram em um ataque americano na província de Kermanshah (oeste) e três paramilitares faleceram em um ataque contra a ilha de Lavan, no Golfo.
O exército ideológico iraniano afirmou que as ações de represália incluíram "um ataque coordenado com mísseis e drones contra bases americanas em Erbil", no Curdistão iraquiano, que destruiu um centro de manutenção, armazéns e o "sistema de orientação de um aeróstato de vigilância americano", segundo um comunicado divulgado pela agência estatal de notícias IRNA.
Também anunciou um ataque com mísseis balísticos contra um campo de treinamento dos fuzileiros navais americanos na Jordânia, no Golfo de Aqaba, perto das fronteiras com Israel e Arábia Saudita, segundo a agência iraniana Tasnim.
A guerra no Oriente Médio começou no fim de fevereiro com a ofensiva americana e israelense contra o Irã, que matou no primeiro dia o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. As forças dos Estados Unidos também aplicam um bloqueio naval aos portos iranianos.
O frágil cessar-fogo de abril entre Estados Unidos e Irã acabou após os ataques a navios mercantes no Estreito de Ormuz, onde os incidentes prosseguem: nesta segunda-feira (31), dois marinheiros filipinos morreram no ataque contra um petroleiro na região, informou a empresa de navegação estatal saudita Bahri.
Apesar do impasse diplomático, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, assumiu o compromisso na terça-feira de responder a qualquer iniciativa americana para voltar a um acordo que possibilite o fim da guerra.

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