"Auxílio lagosta" já está em vigor em Nova Friburgo, após derrubada de veto do prefeito pela CâmaraDivulgação
A polêmica que ficou conhecida como "Auxílio Lagosta" teve um desfecho favorável aos vereadores de Nova Friburgo. Mesmo diante da forte rejeição popular, protestos durante as sessões legislativas e intensa repercussão nas redes sociais, o vale-alimentação destinado aos parlamentares foi oficialmente transformado em lei no último dia 30 de junho, e passa a integrar os benefícios dos membros da Câmara Municipal.
O benefício prevê o pagamento de R$ 50 por dia útil, limitado a aproximadamente R$ 1 mil por mês para cada vereador que solicitar a concessão. A medida foi proposta pela Mesa Diretora da Câmara sob o argumento de equiparar os parlamentares aos servidores do Legislativo que já recebem auxílio-alimentação.
Aprovação cercada de protestos
Desde a primeira votação, o projeto provocou forte reação da população. Durante a sessão que aprovou a proposta, manifestantes acompanharam os trabalhos e protestaram com gritos de "o povo vota contra", enquanto o tema rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, recebendo o apelido de "Auxílio Lagosta" — uma referência irônica a privilégios atribuídos a agentes públicos.
Na ocasião, o projeto foi aprovado por 11 votos a 8, mesmo diante da pressão popular. Posteriormente, o texto voltou ao plenário para segunda votação e seguiu para análise do prefeito Johnny Maycon.
Prefeito vetou, mas Câmara derrubou o veto
O prefeito Johnny Maycon decidiu vetar integralmente o projeto, alegando razões jurídicas e administrativas. No entanto, a palavra final ficou com os próprios vereadores.
Em nova sessão, a Câmara rejeitou o veto por 11 votos a 9, garantindo a manutenção do benefício. Com isso, a lei foi promulgada pelo Legislativo e publicada oficialmente, entrando em vigor.
Benefício já está em vigor
A criação do auxílio-alimentação foi formalizada por meio da Lei Municipal nº 5.148/2026, publicada no Diário Oficial. A norma altera a legislação municipal para instituir oficialmente o benefício aos vereadores de Nova Friburgo.
O benefício prevê o pagamento de R$ 50 por dia útil, limitado a aproximadamente R$ 1 mil por mês para cada vereador que solicitar a concessão. A medida foi proposta pela Mesa Diretora da Câmara sob o argumento de equiparar os parlamentares aos servidores do Legislativo que já recebem auxílio-alimentação.
Aprovação cercada de protestos
Desde a primeira votação, o projeto provocou forte reação da população. Durante a sessão que aprovou a proposta, manifestantes acompanharam os trabalhos e protestaram com gritos de "o povo vota contra", enquanto o tema rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, recebendo o apelido de "Auxílio Lagosta" — uma referência irônica a privilégios atribuídos a agentes públicos.
Na ocasião, o projeto foi aprovado por 11 votos a 8, mesmo diante da pressão popular. Posteriormente, o texto voltou ao plenário para segunda votação e seguiu para análise do prefeito Johnny Maycon.
Prefeito vetou, mas Câmara derrubou o veto
O prefeito Johnny Maycon decidiu vetar integralmente o projeto, alegando razões jurídicas e administrativas. No entanto, a palavra final ficou com os próprios vereadores.
Em nova sessão, a Câmara rejeitou o veto por 11 votos a 9, garantindo a manutenção do benefício. Com isso, a lei foi promulgada pelo Legislativo e publicada oficialmente, entrando em vigor.
Benefício já está em vigor
A criação do auxílio-alimentação foi formalizada por meio da Lei Municipal nº 5.148/2026, publicada no Diário Oficial. A norma altera a legislação municipal para instituir oficialmente o benefício aos vereadores de Nova Friburgo.
Veja como votaram os vereadores
Os vereadores que votaram pela manutenção do veto do prefeito, ou seja, contra o benefício foram: Christiano Huguenin (PP); Cláudio Damião (PT); Ghabriel do Zezinho (Solidariedade); Joelson do Pote (PDT); José Carlos Schuabb (União Brasil); Maiara Felício (PT); Maicon Gonçalves (Mobiliza); Marcos Marins (PSD); e Rômulo Pimentel (Podemos).
Já os vereadores que votaram para derrubar o veto do prefeito e manter o auxílio-alimentação foram: Ângelo Gaguinho (PL); Bruno Silva (MDB); Carlinhos do Kiko (PL); Cascão do Povo (Podemos); Dirceu Tardem (PL); Evandro Miguel (MDB); Isaque Demani (PL); Janio de Carvalho (União Brasil); Max Bill (MDB); Tia Karla (Republicanos); e Wallace Piran (PL).
Já os vereadores que votaram para derrubar o veto do prefeito e manter o auxílio-alimentação foram: Ângelo Gaguinho (PL); Bruno Silva (MDB); Carlinhos do Kiko (PL); Cascão do Povo (Podemos); Dirceu Tardem (PL); Evandro Miguel (MDB); Isaque Demani (PL); Janio de Carvalho (União Brasil); Max Bill (MDB); Tia Karla (Republicanos); e Wallace Piran (PL).
O vereador Claudio Leandro (PL) não compareceu à votação.
Debate continua
Embora o processo legislativo esteja encerrado, o assunto ainda divide opiniões na cidade. Os defensores da medida afirmam que o auxílio representa um direito semelhante ao concedido aos servidores da Câmara e que o impacto financeiro sobre o orçamento do Legislativo é reduzido. Já os críticos sustentam que vereadores, por receberem subsídio mensal, não deveriam ter acesso a novos benefícios custeados com recursos públicos, especialmente em um momento de dificuldades financeiras enfrentadas pelo município.
Debate continua
Embora o processo legislativo esteja encerrado, o assunto ainda divide opiniões na cidade. Os defensores da medida afirmam que o auxílio representa um direito semelhante ao concedido aos servidores da Câmara e que o impacto financeiro sobre o orçamento do Legislativo é reduzido. Já os críticos sustentam que vereadores, por receberem subsídio mensal, não deveriam ter acesso a novos benefícios custeados com recursos públicos, especialmente em um momento de dificuldades financeiras enfrentadas pelo município.

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