Julio LopesDIVULGAÇÃO
Por ser uma energia barata, boa e de qualidade permanente, ela pode no futuro desempenhar um papel fundamental na luta contra a descarbonização do planeta e ser de grande importância para a transição de energia limpa para o mundo; por isso temos que defender e investir na indústria Nuclear no país e em todas suas variações.
Com cerca de 17,2 milhões de habitantes e uma participação de mais de 10% do Produto Bruto Nacional, o Rio de Janeiro se destaca exportando e produzindo energia primária notadamente para os setores de gás e derivados como também para o setor petroleiro, que de acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) foi responsável por 65% da produção nacional em 2017, dando ao Rio o título de Capital Nacional do Petróleo naquele ano.
Para se ter uma ideia, nosso estado concentra os principais órgãos da área nuclear. A base naval para a construção de submarinos está sediada em Itaguaí, na Baixada Fluminense, que em um prazo de 10 anos estará colocando em operação o primeiro submarino movido a energia nuclear, sendo de fundamental importância para a defesa da costa brasileira; e para regular, monitorar e fiscalizar as atividades e instalações nucleares no país, foi criado em 2021 através da lei 14.222, a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN). Não podemos esquecer também que a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEM), a NUCLEP, a ELETRONUCLEAR e a Indústria Nuclear do Brasil (INB) entre outras, estão situadas na capital e no interior do estado. Já a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, com as usinas Angra I e Angra II, e tendo 60% das obras de Angra III concluídas e a possibilidade de ter aprovada a construção de Angra IV, irá responder por mais de 70% da energia elétrica consumida pelo estado.
Vale lembrar que o uso de novas tecnologias e energias vem chamando a atenção do mundo, e teremos que diversificar a maneira de levá-la aos lugares mais distantes do interior do país barateando seu consumo e contribuindo para a recuperação de nossos estaleiros e de todo o setor naval. Precisamos para isso, considerar o desenvolvimento e a construção de plataformas flutuantes que levariam reatores de pequenas proporções, os chamados reatores nucleares modulares (SMRs), que são considerados novos conceitos de propulsão.
Precisamos ainda discutir a importância da continuidade das obras da Usina Nuclear de Angra III, maior usina nuclear do Brasil com capacidade energética de 1.400 megawats e que irá gerar enorme economia para milhões de consumidores. Para que isso ocorra, requeremos a Comissão de Minas e Energia do Congresso audiência pública para discutir e deliberar sobre a retomada dessas obras para que tenhamos maior transparência em relação ao cronograma, custos e modelo de financiamento, além do impacto no setor elétrico; garantindo assim maior clareza sobre os desafios e soluções para que as obras sejam rapidamente concluídas, já que o sistema nuclear brasileiro é extremamente rentável e de alta performance, com um fator de capacidade de mais de 90% onde já foram investidos cerca de R$ 11 bilhões de reais nas obras de Angra III.

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