Tainá de PaulaDivulgação

Durante muitos anos, uma parcela muito pequena da sociedade insistiu em colocar o Programa Bolsa Família como uma “muleta financeira e social”, e os beneficiários são “pessoas que não querem trabalhar”. Pois bem! O “VAR da história” provou ser o contrário. Ouviram falar da novidade que saiu essa semana?
Quase 1 milhão de famílias deixaram de ter o benefício do Bolsa Família e não é por fraude, mas porque melhoraram suas rendas ou entraram no ramo do empreendedorismo. O Brasil chegou a essa situação por vários motivos e praticamente todos eles passam pela postura política e social do presidente Lula.
A alta geração de empregos nos últimos meses, inclusive é a menor taxa de desocupação desde 2012, chegando a 6,2%, diga-se de passagem - foi fundamental para o aumento da renda das famílias brasileiras e, consequentemente, da saída do Programa Social.
Ao todo, cerca de 3,5 milhões de pessoas deixaram o Bolsa Família, isso significa que essa quantidade de brasileiros saiu da linha da pobreza extrema ou da miséria. Fruto de um trabalho consistente de transferência de renda, com acompanhamento, para que deem continuidade aos seus trabalhos - como empregados ou empreendedores - e não retornem ao patamar anterior.
O Bolsa Família, assim como vários outros programas sociais do Governo Federal, sempre sofreu críticas duras, vindo de quem só auxilia os mais vulneráveis se houver incentivos fiscais. Ou seja, a porta de saída dos programas sociais é a empregabilidade, é o empreendedorismo, é a evolução financeira de quase 1 milhão de pessoas.
O objetivo principal do Bolsa é reduzir as desigualdades, garantindo uma renda mínima aos beneficiários, além de contribuir para a retirada de milhões de pessoas da linha da pobreza extrema. Em 2022, chegamos ao ápice da fome no Brasil, com 33 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar.
Isso é fruto de um governo que não olhava para as populações mais carentes, mas que sempre pensou em um Brasil sem pobres. Fruto de uma economia que valorizava mercados e não pessoas, e que incitava o ódio, mas isso mudou. O “Governo do Amor” retornou para os brasileiros.
Somente no ano de 2023, primeiro ano do Lula III, 24 milhões de pessoas saíram da linha da insegurança alimentar, após políticas públicas voltadas para o combate à fome e… transferência de renda, assim como o Bolsa Família que, repito, tem uma porta de saída e o nome dela é dignidade.
Tainá de Paula é arquiteta, urbanista e ativista das lutas urbanas. É especialista em Patrimônio Cultural pela Fundação Oswaldo Cruz e Mestre em Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atualmente é vereadora licenciada e Secretária Municipal de Meio Ambiente e Clima da Cidade do Rio de Janeiro.