Daniela Santa CruzDivulgação
Temos um compromisso inegociável com a democratização dos seus espaços. Com uma programação diversa, alcançamos públicos de todas as idades, classes sociais, religiões e identidades. O lançamento do edital inédito de ocupação de pautas em 2024 e a implantação da Biblioteca Municipal Ziraldo são marcos dessa política de ampliação do acesso e de fortalecimento da leitura como prática de liberdade.
Entendemos que garantir o acesso passa também pela formação de novos públicos. Nesse espírito, criamos um programa próprio de Formação de Plateia, que em 2024 garantiu que quase 4.000 pessoas da rede pública de ensino e de organizações sociais entrassem pela primeira vez em um teatro. Até julho de 2025 já distribuímos a mesma quantidade.
A Cidade das Artes também é palco de importantes produções internacionais — como a Compagnie Käfig, em setembro desse ano, e o Ballet Nacional da China, em outubro — mostrando que a cidade está realmente integrada ao circuito global da cultura. Recebemos importantes eventos, como o Rio2C, o Energy Summit, a Expofavela, grandes shows nos jardins, sempre com muito cuidado para que os espetáculos apresentados nos teatros ocorram com a maior qualidade técnica possível, gerando assim uma intensa agenda cultural no local.
E a experiência vai além dos palcos. Quem percorre a Cidade das Artes encontra um território de contemplação: esculturas de Iole de Freitas, Carlos Vergara, Bordalo, Tomás Ribas e Andrey Guaianá Zignnatto convivem com o Projeto Morrinho e a Maquete Lego da Cidade do Rio de Janeiro. E para aqueles que têm interesse em conhecer os detalhes dos teatros, das produções, da arquitetura e da nossa competente equipe técnica, o projeto Visita Guiada mostra as curiosidades e as características de cada espaço, revelando os bastidores da produção cultural e apresentando aos jovens algumas profissões que permanecem invisíveis no backstage.
A Cidade das Artes é, portanto, um instrumento de política pública cultural, mas também um organismo vivo, em sintonia com a pluralidade da nossa sociedade e com os princípios do Estado Democrático de Direito. Mais do que espaço de espetáculos, ela é território de encontros, escuta, diversidade e invenção. Que possamos seguir reafirmando a cultura como direito essencial — e reconhecendo que investir em arte é investir em liberdade, em dignidade e em futuro.

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