RENAN FERREIRINHADIVULGAÇÃO
A Alerj, infelizmente, encontra-se desmoralizada. Não é pra menos. O histórico é de uma Assembleia onde Rodrigo Bacellar, preso por ligação com o Comando Vermelho e cassado pelo TSE, foi reeleito presidente por unanimidade por seus pares. Uma Assembleia que aprovou soltá-lo da cadeia quando ele detinha foro privilegiado. Também foi a Alerj que manobrou uma votação ilegal que buscou eleger Douglas Ruas como presidente. Tentaram eliminar do caminho até mesmo o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto, derrubando-o do cargo de governador interino. A trapaça descarada foi devidamente anulada pelo TJ diante da flagrante ilegalidade. Este histórico da Alerj representa o jogo do vale-tudo pelo poder, que não respeita até mesmo a mais alta instância do Judiciário fluminense e tampouco a vontade popular. Por tudo isso, a Alerj não tem condições de definir os rumos do nosso Estado hoje. Sendo assim, uma eleição indireta seria um enorme erro. Chegou a hora dos ministros do STF colocarem um freio de arrumação nessa atual situação insustentável a qual o RJ chegou. Chega de crise de legitimidade, de caos institucional e administrativo.
Os ministros do Supremo devem tomar uma decisão conscientes de que a eleição sendo direta, seja qual for o resultado, não abrirá nenhuma margem para questionamento do processo de escolha do governador. É o que defendem diversos juristas. Esse caminho também blinda o STF pois é a única forma de garantir a legitimidade do já conturbado processo de sucessão estadual causado por Castro. O povo é soberano. Nada mais justo que a população escolher o seu novo governador. Deve ser assegurado o exercício pleno da democracia no RJ.
Os principais pré-candidatos a governador, Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL), estão em lados políticos completamente opostos, mas têm um aspecto de consenso: ambos defendem a realização de eleições diretas. O pilar central de qualquer democracia no mundo é o voto popular. Depois de tudo o que aconteceu de ruim no estado, ao menos a soberania do povo precisa ser respeitada. O estado do Rio de Janeiro não aguenta mais.

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