Relatórios e documentos colocam gestão fiscal no centro do debate e aumentam cobrança por transparênciaFoto: Ilustração

Rio das Ostras - Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro colocou Rio das Ostras novamente no centro de um debate sensível: o uso do dinheiro público e seus reflexos na vida da população. O levantamento, que teria sido concluído recentemente, aponta indícios de um possível rombo milionário nas contas da antiga Secretaria de Obras, durante a gestão do ex-prefeito Marcelino da Farmácia.

Os dados vieram à tona após divulgação de informações baseadas em documentos técnicos da auditoria. O material indica falhas na condução financeira e levanta suspeitas sobre a aplicação de recursos públicos, o que pode ter comprometido investimentos importantes no município.

O tema ganha ainda mais peso diante do cenário enfrentado pela atual administração. Desde o início do mandato, em 2025, o prefeito Carlos Augusto tem citado dificuldades orçamentárias e limitações financeiras herdadas de gestões anteriores. Relatórios fiscais apresentados nos primeiros meses de governo já apontavam um quadro delicado, com desequilíbrio nas contas e pressão sobre áreas essenciais.

Dados referentes ao último quadrimestre de 2024, que engloba o período final da gestão anterior, indicaram aumento de despesas e comprometimento da capacidade de investimento do município. Especialistas destacam que esse tipo de situação impacta diretamente serviços básicos, como saúde, educação e infraestrutura, afetando o dia a dia da população.

Em declarações anteriores, o atual governo classificou o cenário encontrado como crítico e atribuiu parte das dificuldades ao crescimento descontrolado de despesas, especialmente com folha de pagamento, no último ano de mandato.

O caso segue sob análise dos órgãos de controle e pode gerar desdobramentos administrativos e judiciais. A apuração reforça a importância da fiscalização e da transparência na gestão pública, sobretudo em cidades que dependem de planejamento financeiro para garantir serviços essenciais.

A equipe de reportagem do Jornal O DIA tentou contato com o ex-prefeito Marcelino da Farmácia, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.