Casa onde a mulher e os dois jovens foram resgatados pela PM é pequena e estava cheia de lixo e fezesDivulgação

Rio - A Justiça do Rio vai avaliar a sanidade mental de Luiz Antônio Santos da Silva, preso acusado de manter a mulher e dois filhos em cárcere privado por 17 anos em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. De acordo com o advogado de defesa, Michel Gomes Vinagre, o processo foi suspenso na última sexta-feira (14) após a instauração do pedido.

A última audiência de instrução e julgamento do caso aconteceu no dia 3 de março. O acusado responde por maus tratos, violência doméstica, tortura, vias de fato, sequestro e cárcere privado. No fim de julho, a sua família foi resgatada em situação de desnutrição e desidratação grave. Após uma denúncia anônima, policiais do 27º BPM (Santa Cruz) foram à residência de Luiz Antônio, na Rua Leonel Rocha, e libertaram a mulher e dois filhos autistas, de 20 e 22 anos.
Casa onde a mulher e os dois jovens foram resgatados pela PM é pequena e estava cheia de lixo e fezes - Divulgação
Casa onde a mulher e os dois jovens foram resgatados pela PM é pequena e estava cheia de lixo e fezesDivulgação


De acordo com os agentes, as vítimas estavam amarradas, sujas e subnutridas em um local completamente insalubre. Durante o resgate, a mulher afirmou que ela e os filhos eram frequentemente agredidos com fios e pedaços de madeira. Ela também disse aos policiais que os jovens nunca tinham visto a luz do dia. Os três foram atendidos no Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande.

A defesa alega que Luiz Antônio é inocente e não é “nenhum tipo de mostro”. O advogado explicou que por o caso estar em segredo de Justiça, as provas de sua inocência neste momento não podem ser divulgadas.
Em relação a soltura, a defesa acredita que no momento a avaliação da sanidade mental trará apenas um julgamento mais justo. "Temos esperança do caso assumir novos contornos", disse o advogado.