Botão de emergência da Polícia Militar no aplicativo da Uber registrou em um ano 431 acionamentosDivulgação

Rio - Há um ano em funcionamento no estado do Rio, o botão de emergência da Polícia Militar do Rio disponível no aplicativo Uber foi acionado 431 vezes até essa terça-feira (4), de acordo com o Centro de Comando Operacional da Polícia Militar (Cecopom). Até junho, a média foi de 33 acionamentos por mês. No ano passado a média foi menor, com 29 acionamentos mensais.
Lançada em maio de 2022 de forma experimental na Baixada Fluminense e estendida a outras regiões do estado, a integração do aplicativo Uber com o Cecopom, responsável pelo Serviço 190, possibilita o acionamento emergencial de viaturas da PM.
O projeto prevê que toda vez que um usuário ou motorista parceiro da Uber se sinta em perigo e use o botão, um alerta com a localização em tempo real do carro e os detalhes da viagem serão enviados para o centro de controle da PM.
"Isso permite uma resposta ainda mais rápida e precisa da força policial, sem que seja necessário quem fez a chamada transmitir essas informações verbalmente ao atendente. Todas as informações – do veículo e sua localização, do usuário e do motorista – estarão expostas na tela do computador da central", informa a Polícia Militar.
Como acionar?
Para acionar o botão de emergência, basta o usuário procurar dentro do aplicativo da Uber a aba "Recursos de Segurança", clicar em "Emergência 190" e, na sequência, deslizar o dedo no campo indicado para mandar o alerta. A ideia é que a funcionalidade seja replicada para outros serviços de carros por aplicativo.
Crimes recentes contra passageiras durante corrida
Na última semana, duas denúncias envolvendo importunação sexual e estupro contra passageiras viraram caso de polícia. O primeiro caso aconteceu no dia 28 de junho, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Uma mulher de 37 anos denunciou que o motorista do carro de aplicativo da Uber se masturbou dentro do veículo enquanto dirigia e não realizou o percurso orientado pelo GPS. O importunador está suspenso da plataforma até o fim da investigação, que está em andamento na 25ª DP (Engenho Novo).
A vítima, que não terá o nome divulgado por segurança, disse ao DIA que sentou atrás do banco do motorista da Uber e se manteve de cabeça baixa por alguns minutos resolvendo problemas pessoais no celular, levantando o olhar em determinados momentos para verificar se o caminho estava correto. Faltando cerca de 750 metros para o destino final, a passageira ouviu barulhos contínuos do banco do motorista.
"Quando eu levantei a cabeça, o motorista mexia o braço direito e esfregava no banco. No início eu pensei duas vezes antes de confirmar se era realmente aquilo que estava acontecendo. Segundos depois eu levantei a cabeça e, quando olhei para o retrovisor, ele estava me olhando e fazendo os movimentos. Foi aí que constatei que ele estava se masturbando", diz.
A Uber informou que o motorista teve sua conta temporariamente desativada da plataforma assim que a empresa tomou conhecimento do episódio, enquanto aguarda pelas apurações. A empresa também se colocou à disposição da Polícia Civil para colaborar com as investigações.
O segundo caso foi noticiado nesta terça-feira (4), em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Um motorista de aplicativo da Uber foi preso por estupro de vulnerável contra uma passageira que estava alcoolizada. A violência sexual aconteceu dentro do carro do homem.
De acordo com a Polícia Civil, a vítima, de 29 anos, compareceu à Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Campos para comunicar que havia sido estuprada pelo motorista, de 36, após ter solicitado uma corrida.
A vítima foi encaminhada para tomar um coquetel para a sua saúde, que é a primeira prevenção em casos de estupro.O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e o homem aguarda decisão da Justiça para transferência ao sistema prisional.