Semáforos amanhecem apagados após cabos serem furtadosPedro Ivo / Agência O Dia
Após furto de cabos, semáforos amanhecem apagados na Avenida Rei Pelé
Equipe de obras da CET-Rio vai realizar um corte no asfalto para embutir os fios; problema nos sinais causou trânsito na região
Rio - Semáforos da Avenida Rei Pelé, na Zona Norte, amanheceram apagados nesta terça-feira (19), após cabos terem sido furtados. Segundo a CET-Rio, em razão desta situação recorrente, a equipe da companhia interditou um cruzamento da região para realizar cortes no asfalto, embutir os fios e concretar as tampas que protegem as caixas de fiação.
De acordo com o Centro de Operações Rio (COR), a interdição no cruzamento da Avenida Rei Pelé com a Rua Professor Manoel Abreu, na Tijuca, resultou em um trânsito intenso na via, no sentido Méier. Já no sentido Centro, a pista, próxima ao estádio Maracanã, não apresentou retenções no tráfego.
Em nota, a Polícia Militar (PM) informou que os militares não foram acionados para esta ocorrência. A Light também disse que, desta vez, a fiação furtada não era de responsabilidade da agência.
Pelos recorrentes furtos de cabos semafóricos, principalmente na Zona Norte, a Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa (Alerj) abriu, em maio, um processo para investigar estes roubos. De acordo com o presidente da comissão, deputado Dionísio Lins (PP), existem roubos nas caixas de controle de semáforos, que controlam centenas de sinais da cidade.
Tijuca já teve sinais apagados
Na última sexta-feira (15), diversos sinais de trânsito ficaram apagados nas zonas Norte e Sul da cidade. Somente na Avenida Borges de Medeiros, na Zona Sul, foram registrados quatro semáforos desligados por queda de energia. A Avenida Rei Pelé, uma das principais vias da Tijuca, também passou por problemas na sinalização, devido a furtos de cabos. A CET-Rio enviou uma equipe para o local e os sinais foram normalizados.
Em abril, após uma madrugada de fortes chuvas, sinais amanheceram desligados na região da Tijuca. Segundo moradores, o problema é recorrente e afeta a segurança no trânsito da região. "Está quase sempre assim e atrapalha todo mundo. É um problema diário. Esses dias aconteceu um acidente aqui perto, onde uma mocinha morreu: um ônibus que passava pela rua sem sinal acertou o carro dela", contou a comerciante Lúcia Quintanilha, de 71 anos, à época.





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