O navio de apoio oceanográfico Ary Rongel, da Marinha, que levara os livrosDivulgação: Biblioteca Nacional
Rio - Uma viagem continental inusitada está programada para acontecer neste domingo (8). A Biblioteca Nacional vai enviar uma seleção de 700 livros para a Estação Antártica Comandante Ferraz, situada no extremo sul do planeta. A operação, que pode sofrer alteração de data devido às condições climáticas, tem parceria com a Marinha do Brasil e será realizada pelo navio oceanográfico Ary Rongel.
A biblioteca terá seu próprio espaço na base brasileira da Antártica, onde duas estantes foram especialmente adaptadas para abrigar essas preciosas obras. Entre os volumes a serem enviados, estão catálogos de exposições, coleções especiais e ensaios críticos cuidadosamente selecionados, que representam a grandeza da instituição cultural mais antiga do Brasil. Algumas das obras que atravessarão o Oceano Atlântico são 'Cemitério dos Vivos: Memórias de Lima Barreto', de Diogo de Hollanda e Fábio Lucas; 'Ensaios Insólitos', de Darcy Ribeiro, e 'Escorço Bibliográfico de Dom Pedro I', de Maria Graham.
O Contra-Almirante Marco Antônio Linhares Soares, responsável pelo projeto na Marinha e Secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (Cirm), destacou a importância deste envio: "Implantar na Casa do Brasil na Antártica uma área com livros da Biblioteca Nacional, essa honrosa guardiã da memória brasileira há mais de 200 anos, é um ato sublime, de extensão dos hábitos e cultura de nosso país em local tão remoto". O militar também destacou que a leitura das publicações nacionais "estimulam a ligação com a pátria distante através dessa relevante instituição nacional, que conserva a cultura do país nas páginas impressas".
A inspiração para este projeto surgiu após uma visita do presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Marco Lucchesi, à Argentina, onde a instituição local inaugurou um espaço na Base Carlini de la Antártida Argentina, em abril deste ano. "O conceito nasceu da conversa que tive na biblioteca nacional da Argentina, pioneira na Antártica. Representa uma presença geopolítica do Brasil através da memória e da cultura da paz", ressaltou.
Em um ambiente onde as temperaturas podem cair para abaixo de -70º Celsius durante o inverno, o projeto vai beneficiar os 17 pesquisadores brasileiros que trabalham na Estação Antártica Comandante Ferraz.
A biblioteca terá seu próprio espaço na base brasileira da Antártica, onde duas estantes foram especialmente adaptadas para abrigar essas preciosas obras. Entre os volumes a serem enviados, estão catálogos de exposições, coleções especiais e ensaios críticos cuidadosamente selecionados, que representam a grandeza da instituição cultural mais antiga do Brasil. Algumas das obras que atravessarão o Oceano Atlântico são 'Cemitério dos Vivos: Memórias de Lima Barreto', de Diogo de Hollanda e Fábio Lucas; 'Ensaios Insólitos', de Darcy Ribeiro, e 'Escorço Bibliográfico de Dom Pedro I', de Maria Graham.
O Contra-Almirante Marco Antônio Linhares Soares, responsável pelo projeto na Marinha e Secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (Cirm), destacou a importância deste envio: "Implantar na Casa do Brasil na Antártica uma área com livros da Biblioteca Nacional, essa honrosa guardiã da memória brasileira há mais de 200 anos, é um ato sublime, de extensão dos hábitos e cultura de nosso país em local tão remoto". O militar também destacou que a leitura das publicações nacionais "estimulam a ligação com a pátria distante através dessa relevante instituição nacional, que conserva a cultura do país nas páginas impressas".
A inspiração para este projeto surgiu após uma visita do presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Marco Lucchesi, à Argentina, onde a instituição local inaugurou um espaço na Base Carlini de la Antártida Argentina, em abril deste ano. "O conceito nasceu da conversa que tive na biblioteca nacional da Argentina, pioneira na Antártica. Representa uma presença geopolítica do Brasil através da memória e da cultura da paz", ressaltou.
Em um ambiente onde as temperaturas podem cair para abaixo de -70º Celsius durante o inverno, o projeto vai beneficiar os 17 pesquisadores brasileiros que trabalham na Estação Antártica Comandante Ferraz.
O Capitão de Fragata Fábio Araújo, chefe da estação, ressaltou a importância da iniciativa: "Viver na estação na Antártica pode ser desafiador e estressante. A leitura desempenha um papel crucial, fornecendo entretenimento, conhecimento, estímulo mental e contribuindo para o alívio do estresse", disse.
Ele celebra a chegada dos livros à base, afirmando que "ter uma área da Biblioteca Nacional é uma forma de representação cultural e simbólica do Brasil. Mostra o compromisso do país com a educação, a pesquisa científica e o desenvolvimento cultural, mesmo em um ambiente tão remoto." O militar ainda complementou: "Este projeto promete trazer luz e conhecimento para as profundezas geladas da Antártica, reforçando a importância da cultura e do aprendizado mesmo nos lugares mais extremos do planeta".
Ele celebra a chegada dos livros à base, afirmando que "ter uma área da Biblioteca Nacional é uma forma de representação cultural e simbólica do Brasil. Mostra o compromisso do país com a educação, a pesquisa científica e o desenvolvimento cultural, mesmo em um ambiente tão remoto." O militar ainda complementou: "Este projeto promete trazer luz e conhecimento para as profundezas geladas da Antártica, reforçando a importância da cultura e do aprendizado mesmo nos lugares mais extremos do planeta".

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