A psicóloga clínica Flávia Costa esclarece que "a sintomatologia física do burnout costuma ser o ponto de atenção que leva as pessoas a buscarem tratamento ou procurarem atendimento emergencial", pontua.
O diagnóstico de burnout deve ser realizado por um psicólogo ou psiquiatra, de preferência especialista na área, para que se possa desenvolver um tratamento multidisciplinar. Esse tratamento é focado na mudança de estilo de vida e na criação de uma nova relação com o trabalho, promovendo o autoconhecimento, novas estratégias de manejo do estresse e a identificação dos propósitos profissionais e de carreira.
A base para o tratamento do burnout é a mudança no estilo de vida, pois isso interfere diretamente na redução do estresse e da ansiedade. Hábitos essenciais a serem incorporados na rotina, dentro das possibilidades de cada um, incluem:
•Realizar higiene do sono regularmente, e dormir entre 7-9 horas de sono.
•Redução do uso de telas.
•Atividade física de alta intensidade (cardio) – tem sido relacionado à ativação de opioides endógenos, contribuindo para maior alívio do estresse.
•Atividade física, pelo menos, 3x na semana, durante 30 minutos - A contração rítmica da musculatura, que é gerada em qualquer tipo de exercício, aumenta os níveis de serotonina, neurotransmissor que influencia direta e indiretamente células cerebrais relacionadas com o humor e ajuda a combater pensamentos negativos.
•Alimentação nutritiva - A falta de nutrientes na dieta, especialmente vitamina B12, pode afetar a produção de serotonina e dopamina no nosso organismo, levando o indivíduo a sentir ansiedade, irritabilidade, e humor deprimido. Além disso, ficar sem comer adequadamente, reduzindo drasticamente a ingestão de calorias sem, também pode gerar um processo de irritabilidade e estresse.
•Realizar pequenas pausas ao longo do expediente de trabalho.
•Atividades de lazer ao longo da semana, para que o individuo não tenha a sensação que “só vive” aos fins de semana.
•Autopercepção diária – guardar um momento do dia para pensar sobre suas ações, sentimentos e pensamentos, para tornar-se mais consciente, e não viver no “piloto automático”.
•Práticas de meditação, mindfulness e yoga tem-se mostrado eficazes na prevenção do estresse e autocuidado emocional.
•Evitar consumo de álcool e substâncias psicoativas.