Demolições em área de segurança, no entorno do Complexo de BanguDivulgação/Seop

Rio - Cerca de 20 construções irregulares erguidas em um loteamento clandestino nas imediações do Complexo Penitenciário de Bangu (Gericinó), na Zona Oeste do Rio, são alvos de uma operação conjunta de demolição nesta terça-feira (25).

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), a Secretaria de Ordem Pública (Seop), a Polícia Militar e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap-RJ) atuam na ação. Também participam da operação agentes da Guarda Municipal, Comlurb e Rio Luz.


Os imóveis foram construídos sem autorização da Prefeitura, a menos de 250 metros da unidade prisional, em uma área de segurança onde edificações são proibidas por lei. Engenheiros da Prefeitura do Rio estimam um prejuízo de R$ 1 milhão aos responsáveis pelas construções irregulares. A área sofre influência do crime organizado.

De acordo com o MPRJ, as invasões de propriedade e construções clandestinas ao redor do complexo prisional, supostamente orquestradas por uma facção criminosa, facilitam fugas e a entrada de itens proibidos no Complexo de Gericinó. Além das demolições das unidades não habitadas, a Prefeitura notificará os imóveis já ocupados, cujos moradores serão assistidos pela Secretaria de Assistência Social.
A operação foi planejada a partir de um relatório da Subsecretaria de Inteligência da Seap, que apontou que criminosos do Comando Vermelho vem instituindo bases de atuação no entorno do Complexo Penitenciário de Gericinó com o objetivo de tomar os bairros próximos para formar um cinturão ao redor das unidades prisionais, onde estão custodiados os principais chefes do grupo criminoso. 
Prefeitura já havia feito demolições na região

Em agosto de 2024, a Seop realizou uma outra operação naquela região, quando demoliu construções irregulares e desfez um grande loteamento ilegal caracterizado pela expansão de um condomínio. O loteamento e as construções eram ilegalizáveise ocupavam aproximadamente 150.000m² em área considerada de interesse público para fins de desapropriação, sendo área de segurança do complexo penitenciário de Bangu.
No local estavam sendo realizadas obras de infraestrutura com aproximadamente 3.000m de arruamento com implantação de 30 postes e manilhas para implementação de rede de drenagem, bem como a demolição de construções em fase inicial como muros e guaritas. Nos postes, foram encontradas várias luminárias da Rioluz que foram furtadas do parque de iluminação pública da cidade.