Família da Marielle Franco esteve no Buraco do Lume, nesta sexta-feiraDivulgação / Instituto Marielle Franco
"Hoje (sexta) é um dia importante para essa família que tem tido a sociedade, como um todo, lutando e nos carregando a cada dia. Depois de um ano importante, um ano de vitória, muita coisa aconteceu em relação ao processo da Marielle. Dizer que estamos aqui para continuar nessa luta. É importante que esses mandantes também sejam penalizados pelo que fizeram", disse Marinete.
Irmã da Marielle, Anielle ressaltou a luta da família, que assistiu à condenação do ex-policiais militares Ronnie Lessa e do Elcio de Queiroz, responsáveis pelas execuções.
"Vou me ater a uma frase que eu falei muito desde 2018, repeti algumas vezes e vou refazê-la, principalmente pelos dados que saíram esses dias sobre violência contra mulher. Dizer que a Mari, quando foi assassinada, da maneira que foi, a crueldade que foi, o pensamento de ter um corpo descartável ali, representa uma parte dessa violência. Marielle vive em cada uma de nós, na nossa luta, ela segue representando, fortalecendo, ressignificando, independente daqueles que usam o nome, acham que podem fazer da Marielle uma marca. Existe uma família dilacerada que sempre lutou pela verdade, com caráter, pelos valores que a gente tem defendido", discursou Anielle.
Nesta sexta-feira, o Festival Justiça por Marielle, na Praça da Pira, começa às 17h com presença dos cantores Rashid, Tássia Reis, MC Carol, No Lance & Eliza, Dança Maré e Noite das Estrelas. Além disso, terá recreação infantil, oficina de bordados e feira gastronômica.
Segundo a denúncia da PGR, o deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) agiu junto com seu irmão Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, e Rivaldo Barbosa, para planejar a morte de Marielle.
A motivação seria a atuação da vereadora contra a grilagem de terras em áreas controladas por milícias na Zona Oeste.

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