Lema do evento é pedir 'anistia' para as pessoas condenados nos atos golpistas do 8 de janeiroFernando Frazão/Agência Brasil
"Vamos dar um recado para o Brasil e para o mundo", afirmou o político de direita, que presidiu o país entre 2019-2022.
Bolsonaro espera ver "um milhão" de manifestantes na praia de Copacabana. O lema do evento, previsto para começar às 10h é pedir uma "anistia" para as pessoas condenadas por envolvimento nos atos golpistas do 8 de janeiro de 2023 em Brasília.
Na data, milhares de bolsonaristas invadiram e vandalizaram o Palácio do Planalto, o Congresso e a sede do Supremo Tribunal Federal (STF), uma semana após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Enquanto Bolsonaro estava nos Estados Unidos, seus eleitores exigiam uma intervenção militar para derrubar Lula, que derrotou o ex-presidente nas eleições de 2022.
Os ataques de 8 de janeiro são uma das razões que levaram a Procuradoria-Geral da República (PGR) a acusar o ex-presidente em fevereiro por um suposto plano de golpe de Estado para tentar permanecer no poder.
Ele é acusado de ser o líder de uma "organização criminosa" que conspirou durante meses com este propósito e pode enfrentar uma pena acumulada superior a 40 anos de prisão.
Candidato 'no momento'
A próxima etapa acontecerá em 25 de março, quando o STF examinará se existem elementos suficientes para iniciar um julgamento.
Bolsonaro, 69 anos, afirma que é vítima de uma "perseguição" política para impedir sua candidatura nas eleições presidenciais de 2026.
Ele foi declarado inelegível até 2030 por questionar a confiabilidade do sistema brasileiro de urnas eletrônicas, mas espera que a condenação seja anulada ou que a pena seja reduzida, para se candidatar a um segundo mandato presidencial.
"Por enquanto, sou candidato", reiterou na quarta-feira. "Por que eu teria que abrir mão do meu capital político para apoiar alguém?", questionou.
Bolsonaro sonha com um retorno ao estilo Donald Trump, que retornou à Casa Branca apesar de seus problemas judiciais, e espera que o presidente americano, de quem é grande admirador, exerça "influência" a seu favor.
Incerteza
Ao mesmo tempo, ele não para de atacar o antecessor, a quem chama de "covarde" por ter "planejado um golpe de Estado" antes de "fugir" para os Estados Unidos no final de 2022.
Lula afirmou no sábado que é preciso defender a democracia "todos os dias daqueles que, ainda hoje, planejam a volta do autoritarismo", por ocasião do 40º aniversário do fim da última ditadura militar, que Bolsonaro evoca com nostalgia.

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