Rio - Um entregador foi agredido e ameaçado por um homem que se passou por policial militar em seu local de trabalho, em Irajá, na Zona Norte do Rio. O agressor chegou ao estabelecimento armado e vestindo uma farda da corporação, que nega qualquer vínculo com ele.
O caso ocorreu no dia 18 deste mês, na Rua José Borges. As câmeras de segurança da farmácia onde a vítima, Renato Chaves, de 36 anos, trabalha registraram a ação.
Veja o vídeo:
Entregador é agredido e ameaçado por falso PM na Zona Norte.
Segundo Renato, o agressor é o atual companheiro de sua ex-mulher, com quem tem uma filha de 10 anos. Ele teria ido ao local após o entregador pedir, por mensagem, à ex-sogra que evitasse a criança sozinha com o suspeito.
"Eu mandei uma mensagem para a avó da minha filha, por parte de mãe, dizendo que eu não queria minha filha mais sozinha na presença dele, sem nenhuma das duas estarem presente. Porque a vó tinha combinado de vir pegar a minha filha e mandou ele sozinho de carro para pegar ela. Em nenhum momento eu acusei ele de nada", detalhou ao DIA.
Ao chegar à farmácia, o falso PM mostrou no celular a mensagem enviada por Renato à ex-sogra e já iniciou a agressão. "Veio me agredindo, falando que ia me matar, que ia me dar tiro. Se eu sabia o que era aquilo ali [mensagem] que estava mandando para ela", disse.
Após fazer as ameaças e desferir socos na vitima, o agressor entrou em um carro e foi embora do local. Renato procurou a polícia logo me seguida para registrar o caso. Ele conta que cuida da filha desde que ela tinha 3 anos e que, agora, tem medo de que algo aconteça com os dois.
"Minha filha mora comigo desde os 3 anos de idade. A avó que às vezes vinha pegar final de semana para ficar com ela. Eu nunca dei entrada na Justiça porque eu nunca tive problema, a mãe já não procurava a filha mesmo. Mas agora, eu já dei entrada [na guarda]. Desde o que aconteceu, nenhuma delas veio procurar minha filha para saber como ela está, não mandaram nenhuma mensagem", desabafou.
A Polícia Militar informou que não foi acionada no momento da agressão, mas, ao tomar conhecimento do caso, verificou que o suspeito não pertence à corporação.
"De imediato, o caso foi encaminhado para a Assessoria Jurídica da Corporação que instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias dos fatos. Cabe informar que a prática de se passar por policial configura crime previsto no Código Penal", diz a nota.
A corporação ressaltou ainda que, no fim de 2024, iniciou a troca do fardamento dos policiais militares para dificultar a reprodução não autorizada de trajes oficiais.
O caso foi registrado na 27ª DP (Vicente de Carvalho). Segundo a Polícia Civil, os envolvidos já prestaram depoimento, e Renato foi encaminhado para exame de corpo de delito. Agentes realizam diligências e analisam imagens de câmeras de segurança para esclarecer os fatos.
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