Rio - A família da turista brasileira Juliana Marins, de 26 anos, fez um agradecimento público aos voluntários que participaram da operação de resgate no Monte Rinjani, na Indonésia. O corpo da jovem foi retirado da montanha nesta quarta-feira (25), após ela sofrer uma queda durante uma trilha na região.
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"Somos profundamente gratos aos voluntários que, com coragem, se dispuseram a colaborar para que o processo de resgate de Juliana fosse agilizado. Estendemos nossa gratidão não apenas a eles, mas também a todos que, de alguma forma, contribuíram para viabilizar esse processo", afirmou a família em uma publicação nas redes sociais no início da noite.
Em outro comunicado, os familiares destacaram a atuação dos montanhistas Agam e Tyo, que se voluntariaram para a missão. "Foi graças à dedicação e à experiência de vocês que a equipe pôde finalmente chegar até Juliana e nos permitir, ao menos, esse momento de despedida", diz um trecho da mensagem.
Leia a íntegra do pronunciamento abaixo.
"Queridos Agam e Tyo, em nome da família de Juliana Marins, queremos expressar nossa mais sincera e profunda gratidão por toda a generosidade, coragem e apoio que demonstraram ao se juntarem à equipe de resgate no Monte Rinjani.
Sabemos das condições extremamente adversas e dos grandes riscos que vocês enfrentaram. Foi graças à dedicação e à experiência de vocês que a equipe pôde finalmente chegar até Juliana e nos permitir, ao menos, esse momento de despedida.
Embora o desfecho já estivesse além do nosso alcance, levamos no coração a sensação de que, se vocês tivessem conseguido chegar antes, talvez o destino pudesse ter sido outro. O gesto de vocês jamais será esquecido. Recebam todo o nosso respeito, admiração e eterna gratidão.
Com carinho, Família de Juliana Marins"
Anteriormente, a família da turista também fez duras críticas pela demora no resgate. "Juliana sofreu uma grande negligência por parte da equipe de resgate. Se a equipe tivesse chegado até ela dentro do prazo estimado de 7h, Juliana ainda estaria viva. Juliana merecia muito mais! Agora nós vamos atrás de justiça por ela, porque é o que ela merece. Não desistam da Juliana!", pediu.
Voltunário deu detalhes do resgate
O montanhista voluntário Agam Rinjani compartilhou detalhes das quase 14 horas de trabalho necessárias para alcançar o corpo de Juliana e içá-lo até o topo do monte. Em suas redes sociais, Agam, conhecido por sua vasta experiência na região, contou que passou a noite à beira de um penhasco, a cerca de 590 metros do cume da montanha. Para evitar uma queda, usou âncoras de segurança. Segundo ele, sem o equipamento, poderia ter deslizado por mais 300 metros.
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