Manoel Marins, pai de Juliana, publicou foto nas redes sociais denunciando o casoReprodução / Instagram

Rio – A placa em homenagem à publicitária Juliana Marins, que morreu aos 26 anos após cair em uma trilha na Indonésia no último mês de junho, foi reinstalada neste domingo (27) depois de soltar da base por causa de um temporal no Mirante da Praia do Sossego, Região Oceânica de Niterói. A denúncia do sumiço do objeto havia sido feita pelo pai da jovem, Manoel Marins, em publicação nas redes sociais.
"Estive há pouco no Mirante e Trilha Juliana Marins e, para meu espanto, as placas não estavam mais lá", afirmou no último sábado (26). Inicialmente, Manoel suspeitou que o objeto havia sido alvo de furto, mas depois, editou a postagem e escreveu que as condições climáticas no município causaram o sumiço.
"Acabei de saber que a placa do mirante caiu, ou foi retirada, devido à ventania de ontem", disse.
Em comunicado, a Prefeitura de Niterói informou que "devido à ventania e o temporal da última sexta-feira, a placa que fica localizada no mirante Juliana Marins soltou da base". "Funcionários da Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (Seconser) recolheram, guardaram a placa e ela foi recolocada ontem (domingo)."
Homenagem
A placa foi instalada na Praia do Sossego no último dia 8 de julho. A descrição reforça o legado da publicitária. "Juliana Marins, jovem publicitária niteroiense que amava Niterói e queria descobrir o mundo. Sua lembrança será sempre sinal de respeito ao que é belo e ao que é conquista. Sinal de que a empatia salva vidas", diz o texto no monumento.
A cerimônia contou com a presença dos pais, Manoel e Estela Marins. A irmã de Juliana, Mariana Marins, também esteve no evento e destacou o quanto a publicitária sentia afeto pelo local. "A Praia do Sossego era um dos lugares preferidos da minha irmã. Foi ela quem me apresentou àquele paraíso e vivemos momentos especiais ali, junto com amigas", disse.
Relembre o caso
Juliana foi sepultada no Cemitério Parque da Colina, em Niterói, na última sexta-feira (4). O corpo só chegou ao Brasil na noite de terça-feira (1°) em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB).
A niteroiense desapareceu após cair de uma trilha no Monte Rinjani, Indonésia. Na ocaisão, ela foi localizada no último dia 21 de junho por turistas espanhóis, que passaram a monitorá-la, fazendo fotos e vídeos, inclusive com uso de drone. As imagens mostram Juliana sentada em uma área inclinada, aparentemente com dificuldade de se levantar e retornar.

Segundo o Parque Nacional do Monte Rinjani, as condições climáticas impediram o uso de helicóptero para o resgate, porém sete socorristas conseguiram se aproximar do ponto onde a vítima se encontrava em 23 de junho. No entanto, eles tiveram que montar um acampamento no local ao anoitecer. No dia 24 de junho, as autoridades confirmaram a morte dela.