Rio - Agentes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) realizam, na manhã desta quarta-feira (13), operação contra membros de uma quadrilha que pratica extorsões utilizando o golpe do falso sequestro.
Foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão nas cidades de Mesquita, São João de Meriti e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo a corporação, até o momento quatro pessoas foram presas pelo cumprimento de ordem judicial e uma em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e receptação. Ambos já possuem anotações criminais relacionadas a delitos patrimoniais.
A ação acontece em conjunto com a Polícia Civil de Goiás, uma vez que o crime que ensejou a investigação aconteceu no estado, em abril de 2024. De acordo com os agentes, uma vítima sofreu ameaças de criminosos para realizar a transferência de mais de R$ 150 mil de contas próprias, de parentes e de uma empresa da família.
Durante o tempo em que esteve sob o controle dos bandidos, ela também foi obrigada a espelhar a tela do celular, permitindo que eles utilizassem seu cartão de crédito posteriormente.
As diligências identificaram envolvidos nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro e todos eles, ainda segundo a polícia, receberam os valores transferidos pela vítima.
Como funciona o golpe?
O delegado Paulo Saback, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, explicou como o grupo criminoso agia.
"Eles entram em contato com a vítima, simulam que um dos parente está sofrendo um sequestro e em paralelo ocupam a linha dessa pessoa com algum tipo de conversa ou prestação de serviço. Assim, a vítima que está recebendo o golpe não consegue entrar em contato com o familiar. E é nesse momento em que acontece o crime de extorsão com a transferências dos valores", detalhou.
Saback também afirmou que o que dificulta a investigação é o fato de que os bandidos atuam em outros estados.
"O núcleo da quadrilha é do Rio de Janeiro com vítimas de outro estado, o que dificulta a ação da polícia porque a partir do momento que tem registro de ocorrência em outro estados, os criminosos acreditam fielmente que não vão ser identificados", disse.
Segundo a Civil do Rio, na ação também foram apreendidos aparelhos celulares que seriam usados para aplicar o golpe e que posteriormente vão passar pela perícia.
A apuração segue para identificar mentores do crime e a existência de outras vítimas.
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