Violência no Rio provocou fechamento de unidades de saúde mais de 500 vezes em 2025Reginaldo Pimenta/Agência O Dia
Unidades de saúde fecharam mais de 500 vezes devido a tiroteios em 2025, aponta levantamento
Zonas Norte e Oeste são as mais afetadas
Rio - Os atendimentos em unidades de atenção primária, entre clínicas da família e centros municipais de saúde, precisaram ser suspensos mais de 500 vezes em 2025, por causa de tiroteios, guerra entre facções ou operações policiais, segundo aponta um levantamento da Secretaria Municipal de Saúde.
Em sete meses, as unidades de saúde foram tiveram os atendimentos paralisados 516 vezes. Em média, 38 unidades são impactadas por mês. De acordo com os dados, as regiões mais afetadas são as zonas Norte e Oeste. Atualmente, três clínicas da família, duas em Santa Cruz e uma em Costa Barros, estão fechadas, sem previsão de reabertura, devido à insegurança.
A violência ainda prejudica as visitas domiciliares, já que os agentes de saúde precisam parar os atendimentos por questão de segurança. De janeiro a julho deste ano, em média 88 unidades deixaram de fazer este tipo de serviço devido à insegurança.
Além do fechamento das unidades e suspensão dos atendimentos, a violência na cidade do Rio ainda causa prejuízos financeiros. O levantamento aponta que R$ 215 mil foram gastos com reparos, manutenção e reposição de equipamentos por causa dos impactos com os tiroteios, de janeiro a setembro.
De acordo com informações do Instituto Fogo Cruzado, apenas até agosto, ao menos 1.162 tiroteios foram registrados na cidade do Rio em 2025, com 285 mortos e 317 feridos.
Apenas na última quinta-feira (4), dez unidades de atenção primária à saúde tiveram suas atividades impactadas por causa da operação das polícias Civil e Militar para prender dois traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP), nas regiões da Vila Aliança e Senador Camará, na Zona Oeste, que terminou com seis mortos.

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