João Paulo Manoel, conhecido como Capitão Hunter, produz conteúdo para crianças e adolescentes nas redes sociais Reprodução / Instagram
O pedido de prisão do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) foi acolhido pela 1ª Vara Especializada de Crimes Contra a Criança e o Adolescente da Capital.
De acordo com a investigação, a mãe de uma menina de 13 anos procurou, em setembro deste ano, a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Decav) para denunciar que o youtuber, em conversas travadas com a criança pelas redes sociais, fez pedidos de cunho sexual à vítima.
Capitão Hunter construiu sua popularidade no universo gamer e infantojuvenil, especialmente entre fãs de franquias como Pokémon e Minecraft. Seu canal no YouTube, que somava mais de 729 mil inscritos - mais de 165 milhões de visualizações acumuladas em mais de 2.000 vídeos - , exibia vídeos de unboxings, dicas de jogos, brincadeiras com crianças e transmissões ao vivo voltadas ao público infantil.
Ele também é presente no TikTok (115 mil seguidores) e Instagram (70 mil seguidores). A imagem de "amigo das crianças" o levou a participar de eventos de cultura pop, feiras de games e campanhas promocionais de brinquedos e produtos licenciados.
De acordo com as investigações, uma das vítimas é uma menina, de 13 anos, que mora no Rio. Os dois se conheceram em um evento em um shopping center na Zona Norte do Rio, em 2023, quando a vítima tinha 11 anos. Depois disso, eles passaram a ter contato por meio de redes sociais.
A menina relatou que João Paulo passou a pedir conteúdos de cunho sexual, como fotos íntimas, em troca de cartas ou bonecos de pelúcia. Ele também enviou diversas fotos inapropriadas para a menina.

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