Conhecido como 'Bahia', Etevaldo não tinha familiares e documentos no Rio. Ele participava de atividades do Movimento Afro Cultural Batikum Ilu Odar, que fez uma mobilização nas redes sociais para encontrar parentes da vítima. Em uma publicação, o grupo agradeceu ao apoio e afirmou que a "função mediadora para localizar a família" havia sido cumprida. O texto diz ainda que eles mantêm contato para prestar apoio, caso necessário.
"Lembro de uma vez conversar com Etevaldo e oferecer ajuda pra ele voltar à Bahia. Estou chocado. Pessoas que não criavam mal algum. Etevaldo sempre me gritava quando me via e eu respondia de volta. Para alguns essas pessoas não tinham importância, mas eles são parte de uma comunidade. Enfim, chocado. Solidariedade à família e amigos", comentou uma pessoa na publicação.
Bahia usava uma bengala para se locomover e, segundo moradores da região, sofria com sequelas de um AVC. Ele tinha uma ex-mulher, que teria voltado para Salvador, era conhecido por pessoas do bairro e não tinha desavenças com ninguém. Etevaldo também teria sido cabeleireiro e costumava pedir dinheiro no sinal. De acordo com a Defensoria Pública do Estado Rio, o corpo dele foi sepultado no Cemitério São Sebastião, em Salvador, e o órgão agora acompanha as investigações.
O caso é apurado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). A especializada já sabe sobre o envolvimento de três homens. Eles saltaram de um carro na Avenida Pastor Martin Luther King Jr., se aproximaram e atiraram à queima-roupa, com um fuzil e duas pistolas de calibres diferentes. No entanto, as identificações deles o a motivação do crime ainda não foram descobertas. Além de Etevaldo, o ataque matou Fábio Fernando da Silva, 44, que já foi sepultado, após a conclusão dos trâmites de documentação, e deixou Jaílton Matias Anselmo, 37, ferido.
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