ONU diz estar "horrorizada" com operação policial realizada no Rio de Janeiro nesta terça-feira (28)AFP
"Uma operação policial que resulta na morte de mais de 60 moradores e policiais é uma enorme tragédia", afirmou por sua vez César Muñoz, diretor da Human Rights Watch no Brasil, que pediu ao Ministério Público a instauração de investigações para esclarecer as circunstâncias de "cada morte".
O deputado federal e pastor evangélico Henrique Vieira (PSOL-RJ) denunciou que o governo estadual "trata a favela como território inimigo, com licença para atirar e matar".
Em 2020, o Supremo Tribunal Federal (STF) impôs algumas restrições a essas operações nas favelas, como a limitação do uso de helicópteros e da atuação em áreas próximas a escolas ou postos de saúde.
Essas medidas foram suspensas este ano por decisão do Supremo.
Em 2024, cerca de 700 pessoas morreram em intervenções policiais no Rio, quase duas por dia.

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