Familiares reconhecem corpos retirados de área de mata e levados para praça na PenhaReginaldo Pimenta / Agência O Dia
“Eles [a polícia] estão sendo treinados para matar. Eles não podem destruir tantas vidas, tantas famílias, e ficar por isso mesmo. Todo mundo aqui tem que se manifestar. Eles têm que pagar por isso”, lamentou a mãe, enquanto beijava o rosto do filho.
Ao lado da sogra, Caroline, mulher de Fábio, também lamentou. De acordo com a família, o suspeito estava pronto para se entregar quando teria sido morto pela polícia. “Ele estava encurralado e se entregou. Ele pediu para se entregar, e o povo viu ele saindo vivo, mancando, porque tinha levado um tiro no pé. Ele tinha me falado que levou o tiro bem cedo e que estava bem. Ele pediu para a gente subir. Nós subimos e fomos recebidos com gás lacrimogêneo e vários tiros. Ele só queria se entregar. Ele se entregou e fizeram isso”, criticou a viúva.
No local, uma equipe do DIA registrou a movimentação. Segundo familiares, ainda há outros corpos na área de mata da Vacaria, na Serra da Misericórdia, onde ocorreram os principais confrontos.
A maioria dos corpos colocados na praia tinha marcas de tiros no peito, cabeça e na barriga. O transporte dos cadáveres até o local foi feita com caminhonetes da própria população durante a madrugada. Horas depois, viaturas da Defesa Civil iniciaram, durante a manhã, a retirada dos corpos rumo ao Instituto Médico Legal, no Centro.














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