Sempre que possível, prefira o bacalhau seco, mais seguro no verão. Ele deve estar firme, com coloração amarelo-claro e sem pintas ou manchas escuras. Dê preferência à peça inteira; se optar por postas, verifique a data de fracionamento e a validade. O odor deve ser característico, nunca forte. Evite compras com muita antecedência, exceto no caso do bacalhau seco, que tem maior durabilidade por conter pouco líquido e pode ser conservado por até três meses sob refrigeração.
O bacalhau salgado não precisa de refrigeração antes da dessalga. Já o dessalgado exige mais atenção: deve permanecer congelado até, no máximo, três dias antes do preparo. O processo deve ser feito sempre sob refrigeração, com o peixe submerso em água dentro da geladeira, trocada duas ou três vezes ao dia. Em geral, a dessalga se completa em até dois dias.
Apesar de terem pouco líquido, frutas secas podem sofrer, especialmente no calor, rancificação, processo de oxidação da gordura das oleaginosas. Em nozes, amêndoas e castanhas, a presença de pontos esbranquiçados indica o início desse processo. Sempre que possível, em vendas a granel, verifique se o produto está crocante e com sabor agradável. O ranço altera o paladar e pode causar mal-estar. Também é essencial observar a data de fracionamento e de validade. Esse problema é mais comum nas oleaginosas do que em passas, tâmaras, ameixas e damascos.
No caso da passa, especificamente, ela não interfere tanto, porque é um alimento mais seco. Mas, se o assunto é mistura, destaco que a atenção maior é quando temos muitos alimentos com diferentes pHs e níveis de acidez no mesmo prato. Por exemplo, um salpicão, que tem pimentão, cebola, cenoura e maionese, pode, sim, ter o tempo de conservação reduzido. Por isso, é fundamental ter muito cuidado na manipulação. Higienizar bem as mãos, evitar falar durante o preparo e, sempre que possível, misturar a maionese apenas na hora de servir.
Sempre que possível, dê preferência aos produtos congelados, pois isso reduz o risco de deterioração, não só para a ceia, mas ao longo de todo o ano. Mesmo assim, é importante observar se há excesso de líquido dentro da embalagem, se a cor está adequada e se o produto realmente está congelado. Carnes suínas devem estar rosadas, carnes bovinas avermelhadas, sem puxar para o marrom, e o frango deve ter a coloração típica, sem aspecto amarelado. Também é essencial observar se a cadeia de frio foi mantida. Muitas vezes, infelizmente, alguns estabelecimentos não mantêm a refrigeração adequada.
Do ponto de vista nutricional, o ideal é evitar as carnes e aves pré-temperadas, pois costumam ter excesso de sódio e aditivos, como glutamato monossódico. O tempero caseiro, com alho, cebola, ervas e temperos frescos, é sempre a melhor opção, especialmente para pessoas com hipertensão ou diabetes.
São alimentos muito perecíveis, pois levam leite e ovos. Mesmo com ingredientes bem comprados e higienizados, o calor favorece a deterioração. Após o preparo, esses doces devem ir imediatamente para a geladeira. Eles podem ser feitos com antecedência e armazenados por até três dias sob refrigeração, desde que bem tampados. Não é seguro deixá-los em temperatura ambiente antes de refrigerar, pois esse período favorece o crescimento de bactérias. Também é importante que a geladeira esteja com a temperatura adequada e não excessivamente cheia, para garantir boa refrigeração.
O ideal é evitar maionese caseira, pois ela apresenta maior risco de contaminação. A maionese industrializada é mais segura. Mesmo assim, saladas com maionese devem ser mantidas refrigeradas e consumidas em até 24 horas. Portanto, após o almoço do dia 25, já está na hora de dar tchau à salada.
A Suvisa monitora continuamente esses produtos e interdita azeites irregulares. O consumidor deve desconfiar de preços muito baixos, geralmente associados a produtos adulterados. Dê preferência a azeites extravirgens, com baixa acidez (em torno de 0,3%), e acondicionados em embalagens escuras, que reduzem a oxidação. Também é essencial respeitar o prazo de validade e armazenar o produto em recipiente limpo, seco e bem fechado.
Algumas padarias indicam datas de validade muito extensas, o que pode comprometer a qualidade. Produtos como bolos e salgados, que levam leite ou outros ingredientes perecíveis, devem ser consumidos rapidamente, especialmente quando indicam prazos irreais, como 10 dias em temperatura ambiente. Fique atento à validade e evite comprar produtos com preços excessivamente baixos, pois a qualidade pode ser comprometida.
O principal erro é a geladeira muito cheia, o que prejudica a circulação de ar e eleva a temperatura interna. Alimentos como saladas com maionese têm durabilidade curta, mesmo refrigerados, e devem ser consumidos em até 24 horas. Outro erro comum é misturar alimentos diferentes no mesmo recipiente ou armazená-los de forma aberta na geladeira, o que favorece a contaminação cruzada. Carnes devem ficar separadas de saladas, e tudo deve estar bem embalado.
Alimentos mais secos, como farofa, frutas e castanhas, oferecem menos risco. Já arroz, carnes e saladas devem ser refrigerados assim que a refeição terminar. Não é seguro deixá-los fora da geladeira por longos períodos, especialmente no calor.

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