Grávida, Karina Lopes, aluna da Uerj, é monitora da exposiçãoDivulgação / George Magaraia
Criada em 2014 pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a exposição já havia passado pelo Rio em 2015. Onze anos depois, a mostra retorna à cidade sob coordenação da Faculdade de Enfermagem da Uerj, propondo um mergulho crítico no sistema obstétrico brasileiro. De acordo com informações do site da instituição, o circuito dura cerca de 20 minutos e inclui ambientes como a "Gestação", com projeções em 3D, e o "Mercado do Parto", que questiona a mercantilização do nascimento.
Os visitantes também podem conhecer o espaço "Controvérsias", onde são apresentados os debates que influenciam a escolha da via de parto. No Brasil, o índice de cesarianas chega a 59%, saltando para 80% na rede privada, números muito superiores aos 15% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Para a pediatra Sônia Lansky, idealizadora do projeto, é urgente mudar a forma como se nasce no país. "Sabemos que há efeitos graves decorrentes de intervenções desnecessárias no parto natural, que deixam marcas negativas. Devemos promover saúde e afeto", afirma.
A estudante de Enfermagem da Uerj, Karina Lopes, de 37 anos, participa da iniciativa como monitora e visitante. Grávida pela segunda vez, ela reforça a importância da conscientização: "Parir é natural e confio na fisiologia do meu corpo. É uma oportunidade incrível de compreender a complexidade do sistema obstétrico com leveza".
A mostra integra as ações da Rede Alyne, programa federal focado no atendimento humanizado e na redução da mortalidade materna. A visitação é aberta ao público geral, sem necessidade de agendamento prévio.
Serviço
Horário: Segunda a sexta, das 9h às 17h (última entrada às 16h30).
Local: Pilotis do Bloco A (próximo ao Teatro Odylo Costa, filho) – Uerj Maracanã.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.