Rio - A Prefeitura do Rio inaugurou, neste sábado (14), o Terminal BRT Metropolitano Pedro Fernandes, em Irajá, na Zona Norte. O serviço integra a capital e os municípios mais próximos, principalmente a Baixada Fluminense, passando a concentrar serviços do BRT de conexão metropolitana, do BRT Transbrasil e ônibus urbanos. O terminal, também conhecido como Margaridas, começou a operar com as linhas municipais neste sábado, enquanto a ligação entre os diferentes municípios inicia a partir de segunda-feira (16).
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Com investimento de R$ 46,8 milhões e mais de 63 mil metros quadrados, o novo terminal faz com que a Baixada esteja ligada aos principais corredores e regiões da cidade do Rio. Ele fica ao lado do Trevo das Margaridas, que conecta a Avenida Brasil à Via Dutra.
Haverá conexão com o Centro e a região Norte, pela Transbrasil, e com as regiões Oeste e Sudoeste, por meio da Transoeste e com a Transolímpica. Além disso, pela Transcarioca é possível conectar-se com o Aeroporto Internacional Tom Jobim, principal entrada e saída do Rio de Janeiro.
"Esse serviço é fundamental porque ele permite a integração de uma série de linhas de ônibus de diferentes bairros da cidade com o BRT Transbrasil dando celeridade e conforto para quem se dirige para a cidade. Mas, principalmente, porque estamos dando o primeiro passo para atender a população da Baixada Fluminense. É função da Prefeitura do Rio acolher aqueles que moram na Baixada e trabalham na cidade do Rio. Vamos fazer um serviço pela metade do preço e do tempo", afirmou o prefeito Eduardo Paes.
A Secretaria Municipal de Transportes comprou 50 novos ônibus articulados para atender uma estimativa de 7,5 mil passageiros diariamente Terminal BRT Metropolitano Pedro Fernandes. Trinta e dois já começaram a operar realizando os serviços 70 e 73. Na segunda-feira, a linha 77 inicia a operação com 15 ônibus convencionais, sendo a primeira a ligar outro município à cidade do Rio. Mesquita será a primeira cidade a receber ligação direta com o Terminal BRT Metropolitano e o sistema BRT Transbrasil.
"Sessenta por cento dos moradores da Baixada trabalham diariamente na cidade do Rio. Com esse serviço as pessoas terão uma grande economia de tempo e de dinheiro. O Terminal Pedro Fernandes é estratégico, no meio da Transbrasil. Com isso o passageiro pode ir tanto para o Terminal Gentileza ou para o Terminal Deodoro e conectar com os outros corredores", disse a secretária de Transportes, Maína Celidonio.
Dois serviços do BRT passam a operar entre os terminais Pedro Fernandes e Gentileza: um expresso e um parador. A linha 70 vai realizar paradas em Vigário Geral, Cidade Alta, Mercado São Sebastião, Lobo Júnior, Marinha Mercante, Piscinão de Ramos, Rubens Vaz, Baixa do Sapateiro, Hospital de Bonsucesso, Fiocruz, Benfica, Vasco da Gama, Into e Terminal Gentileza, retornando ao terminal. Já o serviço expresso 73 fará o trajeto com cinco paradas: Vigário Geral, Cidade Alta, Mercado São Sebastião, Rubens Vaz e Fiocruz.
Com o novo terminal, iniciou a operação do Bilhete Único Integração Margaridas (BUM), que estabelece a integração tarifária entre as linhas da Região Metropolitana, o BRT Transbrasil e os serviços municipais. Com o preço fixado em R$ 9,20, o modelo que funciona exclusivamente pelo Jaé permite ao usuário realizar até três embarques no intervalo de até três horas, incluindo o BRT como conexão intermediária.
"O terminal foi construído bem no entroncamento entre a Avenida Brasil e a Dutra, um lugar estratégico para o projeto do BRT, integrando com o BRT Transbrasil. Além do terminal, temos uma garagem que vai ajudar toda a operação. Foram seis meses de obra para que pudéssemos entregar esse equipamento com bastante qualidade não só para os cariocas como também para os moradores da Baixada Fluminense", destacou o secretário de Infraestrutura, Wanderson Santos.
O acesso ao sistema BRT ocorre por meio de um prédio exclusivo de acesso com catracas, com 480 metros quadrados, responsável por organizar a entrada dos passageiros e permitir a integração tarifária com o sistema de transporte. O espaço conta com sanitários internos masculino, feminino e acessível para pessoas com deficiência (PCD).
A área destinada à plataforma de embarque dos ônibus alimentadores intermunicipais conta com 1,1 mil metros quadrados e permite a organização das linhas que fazem a conexão com o sistema BRT. Para melhorar a circulação dos usuários dentro do equipamento, foi implantada uma cobertura de ligação térmica, que conecta a plataforma da Mobi-Rio ao prédio de acesso e oferece proteção contra sol e chuva durante o deslocamento dos passageiros.
A estrutura, que conta com 50 câmeras de segurança, inclui também outras áreas operacionais importantes para o funcionamento da frota, como um galpão de inspeção e abastecimento dos articulados do BRT com 1,2 mil metros quadrados e um galpão de lavagem dos veículos com 750 metros quadrados.
Um prédio de apoio destinado aos funcionários, com infraestrutura voltada ao funcionamento das equipes operacionais, também foi construído. O espaço possui vestiários masculino, feminino e acessível para pessoas com deficiência, copa, enfermaria e depósito. Também há aproximadamente 11 mil metros quadrados de canteiros e áreas verdes, cerca de 200 mudas de árvores foram plantadas.
O nome do terminal é uma homenagem ao ex-deputado estadual Pedro Fernandes (1924-2005), eleito pela primeira vez em 1962, que construiu sua base eleitoral com suas políticas voltadas à região da penha e Irajá. Ainda na década de 80, o parlamentar sugeriu a transferência da Rodoviária Novo Rio para o entorno do Trevo das Margaridas.
Detro-RJ se manifesta
A linha que liga o município de Mesquita, na Baixada, e a Zona Norte do Rio causou polêmica entre o Executivo fluminense e a prefeitura da capital. Em nota publicada nas redes sociais, Departamento de Transportes Rodoviários do Estado (Detro-RJ) ressaltou que o transporte coletivo rodoviário intermunicipal é de competência do governo estadual, e não municipal, o que poderia gerar um impasse para o serviço público.
“De acordo com a legislação vigente, compete ao Estado planejar, autorizar, regular e fiscalizar a operação das linhas intermunicipais, garantindo a organização do sistema, a segurança dos usuários e o equilíbrio operacional dos serviços prestados à população. mobilidade urbana e regional. Nesse sentido, o órgão reafirma sua plena disposição para o diálogo institucional com todos os municípios, buscando sempre soluções integradas que beneficiem diretamente os usuários do transporte público”, escreveu.
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