Todos os quatro procurados pelo estupro coletivo estão presosDivulgação / Disque Denúncia
Publicado 04/03/2026 14:26 | Atualizado 04/03/2026 17:36
Rio - Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, acusado de por participação no estupro coletivo de uma adolescente em Copacabana, na Zona Sul, se entregou, no início da tarde desta quarta-feira (4), na 54ª DP (Belford Roxo), na Baixada Fluminense. Ele foi o quarto e último suspeito de envolvimento no crime preso.
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A investigação da 12ª DP (Copacabana) identificou e indiciou quatro jovem, além de um adolescente, pelo abuso de uma menina de 17 anos. A delegacia representou pela prisão dos homens, que responderão por estupro, e pela apreensão do adolescente, por ato infracional análogo ao mesmo crime.
A delegacia apurou que, em janeiro deste ano, a vítima recebeu uma mensagem de um aluno da sua escola a convidando para ir à casa de um amigo. Ao chegar ao prédio, o adolescente insinuou que fariam "algo diferente", o que foi prontamente recusado por ela.
Segundo a Polícia Civil, no interior do imóvel, a vítima foi conduzida a um quarto, onde ficou trancada com quatro homens que insistiam para ela manter relações com eles. Com a negativa, eles passaram a tirar a roupa e a praticar atos libidinosos mediante violência física e psicológica contra ela.
Os jovens foram identificados como Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos; Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18Mattheus Veríssimo Zoel Martins, 19; e João Gabriel Xavier Bertho, também 19. Os dois primeiros se entregaram nesta quarta. Já os dois últimos se apresentaram nesta terça-feira (3).
Sobre o adolescente, o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), contou que aguarda decisão da Justiça para apreendê-lo. "Nesse momento, ele não não é considerado foragido, porque são processos separados. Já pedimos a apreensão do menor", disse.
Jovem nega crime
Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, também se entregou nesta quarta-feira (4). O advogado Ângelo Máximo, que representa o jovem, afirmou que ele negou participação no crime.
"Eu não acredito no ponto de conivência. O fato dele estar junto não quer dizer que praticou. Vitor nega qualquer fato de cometimento do crime. Ele fala que não participou do fato. O Vitor não tem como negar que esteve no apartamento, mas o crime ele nega", contou.
O suspeito ficou em silêncio nesta quarta na 12ª DP (Copacabana). Ele é filho de José Carlos Costa Simonin, ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do Rio, exonerado nesta quarta. Em nota, a pasta informou que a medida foi adotada no âmbito administrativo, visando resguardar a integridade institucional e assegurar a condução responsável dos fatos noticiados.
Relembre o caso
O estupro coletivo teria acontecido na noite do dia 31 de janeiro, em Copacabana. Segundo a vítima, ela recebeu uma mensagem de um colega da escola, com quem já teve um relacionamento anteriormente, a convidando para ir à casa de um amigo. Ao chegar ao prédio, o rapaz insinuou que fariam "algo diferente", o que foi prontamente recusado por ela.
No interior do apartamento, ela foi conduzida a um quarto, onde ficou trancada com quatro homens que insistiam para ela manter relações com eles. Câmeras de segurança mostraram a chegada dos jovens ao apartamento e a saída deles, pouco depois de 1h.
Na última segunda-feira (2), a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) informou que suspendeu Bruno por 120 dias. O Colégio Pedro II, do Campos Humaitá II, expulsou Vitor Hugo, Mattheus e o adolescente, enquanto o Serrano Football Club afastou João Gabriel.
O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), em decisão do desembargador Luiz Noronha Dantas, negou os habeas corpus pedidos por três dos quatro acusados. O processo corre em segredo de Justiça e não há informação sobre quais foragidos entraram com pedido.
 
 
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