Rio - Uma tentativa de assalto na Estrada da Barra da Tijuca, no Itanhangá, Zona Sudoeste do Rio, terminou com a morte de Ciene Pires de Paulo, de 43 anos, na noite deste sábado (23). Conforme apurado pelo DIA, a vítima estava acompanhada do marido Izailton Ferreira quando foi abordada por um casal de criminosos que tentou roubar a moto em que eles estavam.
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O companheiro de Ciene tentou reagir à abordagem e um dos criminosos fez o disparo que atingiu a mulher. Ciene foi socorrida por populares e levada para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Segundo o 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes), os dois assaltantes também deram entrada na mesma unidade hospitalar após serem agredidos pelo marido de Ciene. A mulher recusou atendimento médico. Em seguida, ela e o comparsa foram presos em flagrante por policiais militares.
O caso foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que investiga as circunstâncias do crime. Os detidos já estão à disposição da Justiça.
O sepultamento de Ciene está previsto para acontecer nesta segunda-feira (25), no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. O horário, no entanto, ainda não foi definido.
Baleados em assaltos aumentam no RJ, aponta Fogo Cruzado
A violência armada durante assaltos e tentativas de roubo se agravou na Região Metropolitana em abril de 2026. Ao menos 30 pessoas foram baleadas nessas ocorrências ao longo do mês, o equivalente a uma pessoa baleada por dia. O número representa um aumento de 50% em relação a abril de 2025, quando 20 pessoas foram atingidas em assaltos ou roubos.
"O crescimento expressivo e contínuo de pessoas baleadas durante assaltos evidencia como a violência armada está diretamente associada à rotina da população, especialmente em crimes que ocorrem em deslocamentos, no trabalho e em atividades rotineiras. Esses números mostram que o roubo deixou de ser apenas um crime patrimonial para se consolidar como um fator central de produção de violência armada. A média de uma vítima baleada por dia em assaltos é um dado alarmante e exige respostas urgentes do poder público, com políticas de prevenção, inteligência e proteção da população, sobretudo nas áreas que mais concentram esse tipo de crime", analisa Carlos Nhanga, coordenador regional do Instituto Fogo Cruzado no Rio de Janeiro.
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