Na área cultural, está prevista a construção de um espaço para eventos com palco coberto Divulgação/Prefeitura do Rio

Rio - As obras de expansão do Parque Realengo Susana Naspolini começaram neste sábado (13), na Zona Oeste. Com investimento de R$ 83,3 milhões, o projeto da Prefeitura do Rio pretende dobrar a área do equipamento, que passará dos atuais 75 mil para cerca de 150 mil metros quadrados. A conclusão está prevista para o segundo semestre de 2028.

A ampliação será realizada em dois terrenos vizinhos incorporados ao projeto, permitindo que o parque passe a ocupar todo o quarteirão delimitado pelas ruas Professor Carlos Wenceslau, General Raposo, Pedro Gomes e General Sezefredo.

O projeto prevê a urbanização de aproximadamente 68,6 mil metros quadrados de novas áreas e a construção de cerca de 4,5 mil metros quadrados de edificações e estruturas de apoio. Entre as intervenções estão a criação de áreas de convivência, redários, espaços para piqueniques, lagos com passarelas e novas áreas verdes.

A expansão também inclui um parque aquático com brinquedos interativos, arcos d'água e pequenos toboáguas, além de um novo espaço infantil inspirado em brincadeiras tradicionais e elementos da cultura suburbana carioca.

Na área cultural, está prevista a construção de um espaço para eventos com palco coberto de cerca de 1,6 mil metros quadrados, destinado a shows, festivais, feiras e apresentações artísticas. O projeto contempla ainda o Espaço Kéré, que receberá exposições, oficinas e atividades culturais.

Outro destaque é a implantação de um polo gastronômico com bares, lanchonetes, food trucks e seis novas churrasqueiras, ampliando a oferta de serviços para os frequentadores.

As intervenções incluem ainda a construção de um terminal rodoviário integrado ao parque, uma ligação cicloviária de aproximadamente 1,7 quilômetro conectando o espaço à estação ferroviária de Realengo e novos caminhos para pedestres.

A proposta também prevê sistemas de captação e reaproveitamento de água para irrigação das áreas verdes e abastecimento dos lagos, além da preservação das árvores existentes e da criação de novas áreas de vegetação, como parte das medidas voltadas à sustentabilidade ambiental do espaço.