Equipes da Prefeitura do Rio retiraram embarcações sem condições de navegabilidade e removeram uma construção irregular Divulgação
Prefeitura remove embarcações irregulares e construção ilegal na Lagoa Rodrigo de Freitas
Operação integrada apreendeu seis barcos sem documentação, recolheu materiais abandonados e orientou pescadores sobre a regularização de atividades
Rio - Uma operação integrada da Prefeitura do Rio resultou na apreensão de seis embarcações irregulares e na remoção de uma construção ilegal às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul. A ação foi realizada no último fim de semana com o objetivo de combater o abandono de barcos, a instalação de guarderias clandestinas e ocupações em área tombada.
Coordenada pela Subprefeitura da Zona Sul e pela Gerência Executiva da Lagoa, a iniciativa contou com a participação de equipes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), por meio da Coordenadoria de Ações Territoriais Integradas e de Controle Urbano, da Comlurb, da Secretaria Municipal de Assistência Social e do 23º BPM.
Durante a fiscalização, seis barcos sem documentação e em avançado estado de deterioração foram recolhidos e encaminhados para descarte. Um barraco de madeira construído indevidamente na margem da lagoa também foi desmontado pelas equipes.
Além dos barcos, os agentes recolheram diversos materiais abandonados no trecho, entre eles dois caiaques, um triciclo, um carrinho de supermercado, duas bicicletas e seis cadeiras sem condições de uso. Todo o entulho foi destinado à reciclagem como sucata.
Segundo o subprefeito da Zona Sul, Pedro Angelito, a atuação tem como foco a preservação ambiental e a recuperação do espaço público. “Precisamos retomar a cultura da ordem. A Lagoa Rodrigo de Freitas é um dos maiores cartões-postais da cidade. O trabalho da Gerência Executiva foi essencial para garantir que cada problema fosse identificado e encaminhado. Essa atuação local fortalece o ordenamento e preserva o patrimônio ambiental e cultural da região”, afirmou.
A ação também teve caráter educativo. O gerente executivo da Lagoa, Leonardo Fernandes, acompanhou os trabalhos e orientou profissionais que utilizam a área sobre os procedimentos necessários para a regularização das atividades.
“Conversei pessoalmente com os pescadores que estavam ali, orientando sobre a necessidade de regularizar o trabalho. Nosso compromisso é garantir que essas medidas sejam cumpridas e que a Lagoa seja utilizada de forma ordenada e sustentável, preservando esse espaço tão importante para a cidade”, destacou Fernandes.
Esta foi a segunda ofensiva realizada recentemente na região. No mês passado, a fiscalização municipal já havia apreendido e descartado cinco embarcações sem documentação e sem condições de navegabilidade no espelho d'água.
De acordo com o município, o monitoramento e o ordenamento urbano na área continuarão sendo feitos por tempo indeterminado para coibir novas invasões e garantir a preservação de um dos principais patrimônios ambientais e turísticos da capital fluminense.

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