Unidade busca fortalecer a pesca artesanal no RioDivulgação/ SEMA
A reserva se estende da Ilhota do Frade, em Barra de Guaratiba, até a Pedra do Pontal, no Recreio. O território reúne ilhas, ambientes marinhos e costões rochosos que servem de abrigo e área de reprodução, alimentação e crescimento para diversas espécies, incluindo animais ameaçados de extinção e de interesse pesqueiro.
A iniciativa busca contribuir para a recuperação dos estoques de peixes e reduzir os impactos provocados pela pesca ilegal e predatória, pelo descarte de resíduos sólidos, pelo turismo desordenado e pela chamada pesca fantasma, quando equipamentos abandonados continuam capturando animais marinhos.
Comunidades terão participação na gestão
A administração contará com um Conselho Deliberativo formado por representantes do poder público, de organizações da sociedade civil, das populações tradicionais beneficiárias e de outros usuários cadastrados pelo órgão responsável pela unidade.
Entre as medidas previstas estão o acompanhamento das condições dos ecossistemas e dos recursos pesqueiros, o incentivo à pesquisa científica, ações de educação ambiental e o reforço da fiscalização. O planejamento também contempla o ecoturismo, a visitação pública e a prática de esportes, desde que respeitem os objetivos de conservação.
Criação foi precedida por consultas públicas
A unidade integra o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) e está alinhada à meta global conhecida como 30×30, que prevê a conservação de pelo menos 30% das áreas terrestres e marinhas do planeta até 2030.
O nome Urupirá também faz referência à história da região. De origem indígena ancestral, a palavra era atribuída à atual Ilha das Palmas e remete à expressão “cesto do peixe”, em referência à identidade pesqueira do território.



Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.