Nutricionista alerta para os mitos e as verdades que envolvem as chamadas 'dietas do momento'

Cuidados com o corpo também devem se estender ao sono

Por Julia Noia*

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Rio - Os cuidados com o corpo aumentam com a chegada do verão, época em que praias e piscinas estão entre as destinações preferidas dos cariocas. Para alguns, a preocupação com a boa forma leva pessoas a adotarem as conhecidas "dietas do momento", por vezes com formatos absurdos e controversos, mas que prometem o desejado resultado: o corpo definido para o verão em pouquíssimo tempo. O formato tentador, entretanto, alerta especialistas para os malefícios das propostas fáceis.
"Poucas pessoas conseguem aderir a um cardápio muito restrito e monótono por muito tempo. Podem acabar levando a uma privação de nutrientes importantes e essenciais para o funcionamento do organismo, podem resultar em uma série de consequências como fraqueza, mau humor, indisposição, dor de cabeça, desmaio, queda de cabelo", explicou Bruna.
Segundo a especialista, o emagrecimento com "dietas milagrosas" não garante a manutenção do peso por não ser associada a uma reeducação alimentar, mudança estrutural e contínua na alimentação, e "a restrição calórica desse tipo de dieta sem um acompanhamento profissional acaba influenciando de uma maneira negativa o metabolismo daquela pessoa". Dessa forma, assim que voltar com a alimentação normal, pode retornar rapidamente ao peso anterior. 
A moda do momento é adotar o jejum intermitente, ou seja, ficar sem ingerir alimentos por períodos de 10 a 24 horas. A nutricionista Bruna Taranto informa que, apesar de eficaz, todo cuidado é pouco. "O modelo de dieta deve ser feito com orientação porque o jejum não é uma prática recomendada sem orientação de um profissional especializado que vai analisar as necessidades de cada indivíduo", afirmou Bruna. A dieta funciona a partir da diminuição da ingestão de alimentos para o organismo gastar as reservas energéticas contidas na gordura.
A nutricionista aponta a única dieta que funciona sempre: a reeducação alimentar. Ela deve ser inserida de forma natural no cotidiano de cada um sem qualquer restrição na alimentação, mas respeitando o equilíbrio dos alimentos. Para ela, a melhor saída é desembalar menos, descascar mais. 
Pouco sono dificulta o emagrecimento
Os cuidados com o corpo também devem se estender ao sono. A pneumologista Anamelia Costa explica que, a privação do sono dificulta o processo de emagrecimento.
"Sem uma boa noite de sono, a pessoa tem uma desregulação da leptina, hormônio que dá a sensação de saciedade. Além disso, o consumo energético é maior se tiver menos sono", afirma a especialista. No geral, ela recomenda que adultos durmam entre 7 e 9 horas por noite para descansar devidamente.
Segundo ela, a privação pode gerar dificuldade de regeneração muscular depois do exercício físico, aumento do cortisol, hormônio do estresse, que influencia no aumento da gordura abdominal, e da grelina, hormônio que gera apetite. Além disso, mesmo em pessoas com IMC "normal", ou seja, entre 18,5 e 24,9, pode aumentar a resistência à insulina, o primeiro passo para se tornar diabético.
*Estagiária sob supervisão de Bete Nogueira 
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