Dezembro Laranja discute prevenção e tratamentos para câncer de pele

Segundo o Instituto do Câncer (Inca), em 2018 foram identificados mais de 170 mil novos casos do tipo de câncer mais recorrente no Brasil

Por Julia Noia*

Domingo tem temperatura máxima prevista de 35ºC
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Rio - O começo do mês de dezembro anuncia os primeiros sopros do verão, estação mais aguardada pelos amantes de sal, sol e mar. Entretanto, com a chegada da temporada de praia, também retornam os perigos da exposição frequente ao sol. A campanha do Dezembro Laranja, de conscientização contra o câncer de pele, reforça o alerta à população sobre as altas taxas da doença, tipo de câncer mais recorrente no Brasil. Segundo o Instituto do Câncer (Inca), em 2018 foram identificados mais de 170 mil novos casos.
O câncer de pele pode ser divididos entre melanoma, com manchas peroladas, e não-melanoma, com manchas mais escuras, e atinge principalmente mulheres de 50 a 70 anos. Os tumores não-melanoma são benignos e têm taxas muito baixas de mortalidade mas, sem o devido cuidado, podem evoluir para um melanoma, que é maligno. O câncer de pele não-melanoma é a principal forma da doença no Brasil, e representa 30% de todos os diagnósticos. 
A dermatologista Luiza Lopes explica que o mês da conscientização coincide com o começo do verão justamente para alertar os banhistas para os perigos do sol, grande vilão das peles expostas. O principal fator facilitador da doença é a alta exposição aos raios UV, e a dermatologista adverte que a palavra de ordem para a doença é a prevenção.
"Não tem como negar que o câncer de pele realmente existe, e em altas taxas. Os casos mais graves, como o melanoma, podem dar metástase. É muito importante lembrar de passar protetor solar para evitar o surgimento do tumor ou que se transforme em um câncer maligno", ressaltou. 
Além do cuidado diário, fazendo a aplicação de protetor solar com FPS entre 30 e 50, as visitas ao dermatologista devem ser regulares. Luiza recomenda ao menos uma consulta por ano para acompanhar as pintas do corpo.  "Às vezes, é apenas uma pinta comum mas, em alguns casos, pode ser diagnosticada como um princípio de câncer de pele se for observada alguma mudança no formato, na borda ou na cor da pinta", explicou. Para ela, o cuidado deve ser maior entre pessoas com a pele mais clara, com sardas e cabelos louros ou ruivos.

Prevenir para solucionar

O tratamento para o câncer de pele traz resultados positivos na maioria dos casos, e a chave para o sucesso é a prevenção. O oncologista-clínico do Grupo Oncoclínicas Frederico Nunes aponta o diagnóstico precoce como solução ideal. 
"Se identificar a doença logo, o tratamento é muito eficaz mas, quando negligencia a lesão e não opera rapidamente, pode resultar em metástase. Assim que descoberto o câncer de pele, o tratamento ideal é a cirurgia para remoção do tumor, e apenas em raros casos o paciente deve fazer algum tratamento em que usa uma droga-alvo", informou o oncologista.
Caso evolua para câncer melanoma, o tratamento mais adotado envolve drogas modernas, como a imunoterapia e drogas-alvo moleculares, responsáveis por modificar o melanoma. A nova medicação está disponível apenas no sistema privado de saúde, mas o acompanhamento oncológico e o procedimento cirúrgico podem ser feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 
* Estagiária sob supervisão de Bete Nogueira
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