Por nara.boechat
Publicado 27/07/2013 20:53 | Atualizado 07/01/2016 18:53

Rio - O melhor amigo da pequena Tippi Degré era o grandalhão Abu, um elefante de cinco toneladas, que a levava para onde queria nas suas costas. J&B, um leopardo, era como se fosse o cão da garota. Havia ainda Susi, uma fêmea de lêmure, além de um sapo gigante, avestruzes, crocodilos, leões, zebras, girafas, cobras que lhe faziam cócegas nos pés e macacos que tentavam lhe roubar a mamadeira...

A francesa — filha de um casal de fotógrafos da ‘National Geographic’ especializados em capturar imagens da vida selvagem — nasceu e passou os primeiros 10 anos na selva da Namíbia (África), com os pais. Atualmente tem 23 anos, e sua história fascinante virou o livro fotográfico ‘Tippi: My Book of Africa’ (‘Tippi: Meu Livro da África’), além de seis documentários no Discovery Channel.

Atualmente estudante de Cinema na Universidade de Sorbonne, em Paris, França, Tippi, que ficou conhecida como a ‘Mogli da vida real’, suspira de saudades de seus companheiros. “Não havia animais bonitos ou feios. Todos eram meus amigos. Não existiam diferenças”, contou à imprensa internacional.

Aos 13 anos, Tippi se mudou com os pais, Sylvie Robert e Alain Degré, para Madagascar, ainda na África, e depois para a França, onde acabou virando uma celebridade. Em Paris, chegou a frequentar uma escola local, mas não conseguiu se adaptar ao convívio com as outras crianças, por isso foi educada em casa.

Apesar das dificuldades, nunca houve arrependimentos, nem por parte dela, nem dos pais. “Foi mágico poder de ser livre nesta natureza com esta criança. Ela era uma menina de muita sorte”, disse a mãe, Sylvie.

Tippi também fez amizade com seres humanos, indígenas, quando vivia na Namíbia: os bosquímanos e os Himba da tribo Kalahari. Com eles, aprendeu lições de sobrevivência baseadas na cultura do local.

Mas sua paixão mesmo eram os animais. Em um dos trechos do livro, Tippi conta sobre a relação fraterna que existia entre ela e os bichos: “Eu falo com eles em minha cabeça, ou através dos meus olhos, do meu coração ou da minha alma, e eu sei que eles entendem e me respondem”.

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