Trump e a Casa Branca temem o que Flynn pode dizer na delação - AFP/Nicholas Kamm/MANDEL NGAN
Trump e a Casa Branca temem o que Flynn pode dizer na delaçãoAFP/Nicholas Kamm/MANDEL NGAN
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O general reformado Michael Flynn, ex-conselheiro de Segurança Nacional de Donald Trump, se declarou culpado ontem por ter mentido a investigadores sobre seus contatos com um diplomata russo há um ano. A admissão de culpa cai como uma bomba para Trump, apesar dos esforços mobilizados pela Casa Branca para amenizar o escândalo.

A confissão de Flynn acontece no âmbito da investigação liderada pelo procurador especial, Robert Mueller, sobre possível conluio entre o comitê de campanha de Trump e funcionários russos na eleição presidencial do ano passado. Em nota, Flynn disse que assumia "plena responsabilidade" por seus atos e admitiu que, como parte do acordo com a Justiça, passará a colaborar de boa-fé com a equipe de Mueller, exatamente o que a Casa Branca mais temia.

Quase imediatamente, o advogado da Casa Branca, Ty Cobb, buscou minimizar o papel de Flynn no governo Trump, chegando a apontar que ele ocupou o cargo por somente 25 dias, e o definiu como "um ex-funcionário do governo de (Barack) Obama".

No fim de 2016, quando já havia sido escolhido por Trump para ser conselheiro de Segurança Nacional, Flynn manteve vários contatos com o então embaixador da Rússia em Washington, Sergei Kislyak. Em algumas conversas, Flynn discutiu com Kislyak a necessidade de evitar uma escalada de tensões entre Washington e Moscou, visando às sanções que o governo de Barack Obama impunha naquele momento à Rússia.

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