Peça ‘The Book of Mormon’, emplaca segunda semana na Barra

Encenada na Broadway em 2011, a peça fala sobre dois jovens missionários mórmons enviados à África

Por O Dia

Rio - O teatro musical sempre fez a cabeça do diretor Rubens Lima Jr. “Meu primeiro trabalho como professor, em 1980, ‘O Tambor do Tereré’, já era musical infantil”, recorda. Ele leva seus conhecimentos para as aulas de interpretação que ministra na Uni-Rio, das quais sempre saem releituras de sucesso. Como a encenação de ‘Tommy’, de Pete Townshend (The Who). E, agora, a de ‘The Book Of Mormon’, de Trey Parker e Matt Stone, criadores da animação ‘South Park’, que emplaca a segunda semana na Cidade das Artes, de amanhã a domingo, com entrada franca.

Cena do musical de Lima Jr.%2C que revela atores para o mercadoDivulgação


Encenada na Broadway em 2011, a peça fala sobre dois jovens missionários mórmons enviados à África. A encenação de Rubens lotara a Sala Paschoal Carlos Magno da Uni-Rio em 2013, atraindo celebridades para a plateia, como Fernanda Montenegro. “Em termos de teatro de pesquisa em escola, tivemos um reconhecimento inesperado: críticas em jornais, a imprensa acompanhando”, afirma ele, indo para o sétimo ano de trabalho na Uni-Rio. “Não temos a estrutura de uma Broadway ou de um teatro londrino, mas seguimos batalhando.”

As peças de Rubens revelam artistas para outros musicais e programas de TV. “O Victor Maia, nosso coreógrafo, já está no ‘Caldeirão do Huck’. A Larissa Landim, protagonista da peça, fez participação no remake da novela ‘Gabriela’. E todos foram convidados a fazer cadastros na Rede Globo”, conta. “A tendência é que eu perca, com muita felicidade, todos esses alunos para o mercado. E o Brasil é o terceiro maior produtor de teatro musical do mundo.”

Anteriormente, Rubens já levara aos palcos ‘Cambaio’, baseado no disco de Edu Lobo e Chico Buarque. E ‘Tommy’, originado do disco do Who de 1969. Na hora de traduzir os versos de Pete Townshend, sempre complicados, mantiveram a fidelidade. “O Alexandre Amorim, professor da Uerj, faz as traduções. Queremos que as letras tenham certa brasilidade, certa fluência. É um desafio bem grande.”

Últimas de Diversão