'Popstar': Alex Escobar pede voto da torcida do América para fugir de repescagem

Apresentador assume cara de pau para cantar e diz que não tem medo de críticas

Por O Dia

Rio - O apresentador do ‘Globo Esporte’ Alex Escobar está em penúltimo lugar no ranking do reality ‘Popstar’, da Globo. Se não melhorar sua performance hoje e continuar entre os menos votados da competição — o último colocado é o ator Murilo Rosa —, o jornalista é sério candidato a disputar a repescagem e deixar o programa no próximo domingo.

Para escapar da repescagem do 'Popsatr'%2C Alex Escobar pede votos da torcida do AméricaDivulgação

Durante a semana, Escobar se viu envolvido em polêmicas virtuais com Mumuzinho, jurado que não votou nele e depois se justificou dizendo que havia se esquecido, argumento não aceito pelo apresentador. Depois, a atriz Maria Ribeiro perguntou no Twitter: “Quem é Escobar?” E foi respondida pelo próprio jornalista, gerando um grande alvoroço na rede social.

Com a permanência no programa em risco, o simpático comandante do ‘Cafezinho com Escobar’, que bomba no programa esportivo diário, só quer curtir mais um pouco a experiência de virar cantor. E, para isso, conta não apenas com a simpática, mas pequena, torcida de seu América. Para ficar no reality musical, ele quer a torcida do Brasil inteiro.

Nas primeiras exibições do programa, muita gente se surpreendeu com a tua participação. Você é o participante mais inusitado? Como foi o convite?
Acho que eu fui o menos esperado. Eu recebi o convite do Boninho (diretor de núcleo da Globo). Ele soube que eu gosto de cantar e me ligou. Foi um susto. Sempre gostei de cantar, já tinha cantado em eventos na Globo, mas sempre foi algo instintivo. Gostar é diferente de saber, né? E o programa está me dando conhecimento, técnica. Hoje sei como a minha voz funciona. A gente teve aulas com uma preparadora e um novo mundo se abriu pra mim. Está sendo maravilhoso e vou levar essa experiência para a vida toda. Não sei até onde vou chegar, mas quando sair, estarei cantando melhor.

Você não ficou com vergonha de subir ao palco e enfrentar as câmeras, o público?
Cara, eu sou bem cara de pau! Não tive problema nenhum com isso. Fiquei mais ansioso em olhar para os familiares, amigos que estavam na plateia. Eu consigo dominar bem minhas emoções. Mas quando a gente é assim, quando passa da tampa da panela, a emoção acaba sendo incontrolável. Por isso, estou bem concentrado pra não deixar a emoção me dominar.

Se te chamarem pra alguma coisa, você encara sem medo, né?
Eu vou mesmo. Eu sou criado em Bangu, morei lá até 2008. Sempre com muita dificuldade. Quando morava lá, não tinha shopping, cinema, a condução era precária, e Bangu é longe. Então, eu saí 20 casas atrás dos outros para chegar aonde cheguei. E digo isso sem desmerecer ninguém. Mas diante de tanta dificuldade, quando tenho algum desafio, eu não tenho medo. Eu penso: “Caraca, tem mais isso? Vamos lá!” Eu não tenho medo de críticas.

Sendo assim, uma avaliação negativa não te deixa chateado?
Assim como me criticam, eu critico também. Gosto de algumas coisas e não gosto de outras. É normal. Mas eu procuro aproveitar cada momento. Quero no futuro pensar que eu aproveitei, vivi tudo isso e foi maneiro. Se vou ganhar ou não, pouco importa.

Você é o novo queridinho do Boninho?
Eu tive contato com ele no Carnaval. Foi minha primeira vez com o Boninho. Ele me deixou muito à vontade, tivemos uma parceria muito bacana.

Então já, já, assim como o Tiago Leifert, você troca o esporte pelo entretenimento...
Não sou ansioso, não penso no futuro, penso no que tenho para fazer hoje e quero fazer bem feito. E o que vier é lucro. Não digo que tenho vontade ou não. Mas, pra mim, hoje, não é a minha realidade. Não tive convite pra isso. Mas se um dia eu tiver uma proposta maneira, nessa empresa que me respeita tanto, se for bom para todo mundo, não vejo problema. Mas eu te garanto que estou felizaço no esporte, adoro futebol, adoro narrar. Mesmo tendo gente que não gosta quando eu narro.

Você fica bolado ao ouvir críticas quando narra os jogos?
Todo mundo tem direito de não gostar. Tem algumas que eu até me divirto, respondo, quando são criativas, construtivas. Levo na boa. Só acho ruim quando xingam. Pô, quando vejo um cara que eu não gosto da narração dele, eu não desejo a morte dele. Só acho que o cara não narra bem. Mas quero que ele seja feliz, tenha uma família legal e faça sucesso em outra coisa.

Nas redes sociais, a galera perde a linha, né?
No Twitter tem muito isso. Acho que é porque o futebol envolve muita paixão. Eu percebo quando narro um jogo do Flamengo contra o Vasco, por exemplo, o torcedor do time que perde me dá muita porrada. Aí, eu bloqueio e vem um amigo pedindo para desbloquear, que o cara estava nervoso. E eu desbloqueio de boa.

Por falar em futebol, convoca a torcida do América pra votar em você!
Pô, se for só a torcida do América vai me quebrar. Quero muito a torcida de todos os americanos, mas preciso de todas as torcidas do Brasil votando em mim. Fiquem do meu lado! Ganhar é ser o melhor entre tantos feras, é um sonho muito distante ainda. Mas eu quero fazer bonito e me divertir mais. 

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