Por bruno.dutra

Brasília - No Palácio do Planalto, o ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda e atual professor do IBGE-FGV, Nelson Barbosa é o nome mais forte para ocupar o lugar de Guido Mantega, embora o ex-presidente Lula ainda esteja empenhado em convencer a presidenta Dilma Rousseff em favor de Henrique Meirelles, que ocupou a presidência do Banco Central durante todo o seu governo. Oficialmente, a presidência da República informa que não há nome definido para a pasta.

De acordo com fontes do governo que acompanham o dilema da presidenta, Dilma tem mais afinidade com Barbosa, a quem ouve e conhece há anos. A presidenta ainda tem resistências ao nome do ex-presidente do Banco Central. Ao anunciar que não anunciaria o novo ministro da Fazenda antes da reunião do G20, que ocorrerá nos dias 15 e 16 deste mês, na Austrália, a presidenta ganhou tempo. E levará consigo o atual ministro, Guido Mantega, encarregado de adiantar os ajustes na política econômica.

A favor de Barbosa conta a relação próxima com Dilma, já submetida a diversos “testes de estresse”. Por isso, a expectativa é de que haveria menos atritos, mais acordo e convencimento de parte a parte, já que o perfil da presidenta é de interferir nas decisões der todos os ministérios, inclusive na Fazenda. Contra Henrique Meirelles, pesa o contexto de menor afinidade e, consequentemente, a perspectiva de uma relação mais conflituosa, embora seja um ex-banqueiro, executivo respeitado e bem acolhido pelo mercado financeiro.

Enquanto não anuncia o novo nome, o atual ministro da Fazenda, considerado por Dilma um colaborador leal e disciplinado, está alinhavando junto a sua equipe no ministério um conjunto de decisões dirigidas à redução de despesas com efeitos de médio e longo prazo. Sobre o atual cenário econômico, o ministro disse que o país precisa caminhar para um aumento gradual do superávit primário. Na última sexta-feira, Mantega adiantou que dentre as medidas está a diminuição de “rubricas que estão crescendo muito, como seguro-desemprego, abono, auxílio-doença e pensão por morte”. O ministro também adiantou que busca recuperar receitas.

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