Por douglas.nunes
O Brasil deve fechar 2014 com novo recorde no déficit em transações correntes, afetado sobretudo pela balança comercial, e o cenário para o próximo ano --o primeiro da nova equipe econômica da presidente Dilma Rousseff-- não deve ser muito melhor, indicou nesta sexta-feira o Banco Central.
O BC piorou sua projeção de déficit na conta corrente do Brasil neste ano a US$ 86,2 bilhões, sobre saldo negativo de US$ 80 bilhões calculados até então. Se confirmado, será o maior rombo na série histórica do BC, tomando o lugar do déficit de pouco mais de US$ 81 bilhões do ano passado.
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Um dos fatores que levaram a essa piora foi a balança comercial, que o BC calcula agora que fechará 2014 com déficit de US$ 2,5 bilhões, bem pior do que o superávit de 3 bilhões de dólares esperados antes. Se isso se confirmar, será o primeiro saldo negativo desde 2000.
A visão do BC sobre o comércio internacional do país é pior do que a de economistas consultados em pesquisa Focus da própria autoridade monetária, de saldo negativo de 1,6 bilhão de dólares neste ano.
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Para 2015, o BC prevê déficit em transações correntes de US$ 83,5 bilhões, um pouco menor do que deve ser registrado neste ano, beneficiado por um pequeno superávit na balança comercial, de 6 bilhões de dólares.
O cenário do balanço de pagamento brasileiro fica ainda mais nebuloso diante das previsões do BC sobre o Investimento Estrangeiro Direto (IED), que não compensará o rombo na conta corrente.
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O BC vê que o IED somará US$ 63 bilhões em 2014, mantendo a projeção anterior, e US$ 65 bilhões em 2015.