'É possível que tenha um mandante', diz Bolsonaro sobre caso Marielle

Presidente disse que também está interessado em saber quem mandou matá-lo, em referência ao ataque que sofreu de Adélio Bispo durante a campanha presidencial

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Bolsonaro disse que tem fotos com 'milhares de policiais civis e militares do Brasil todo', ao comentar registro com um dos suspeitos presos
Bolsonaro disse que tem fotos com 'milhares de policiais civis e militares do Brasil todo', ao comentar registro com um dos suspeitos presos -

Brasília - O presidente Jair Bolsonaro afirmou que "é possível" que o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) tenha mandantes e que espera que as investigações tenham chegado nesta terça-feira aos reais executores do crime. Ele destacou que não conhecia a vereadora do Rio de Janeiro e completou: "Eu também estou interessado em saber quem mandou me matar". No ano passado, o presidente foi vítima de atentado durante a campanha eleitoral, de autoria de Adélio Bispo.

"É possível que tenha um mandante. Eu conheci a Marielle depois que ela foi assassinada. Eu não conhecia ela, apesar de ser vereadora com meu filho no Rio de Janeiro. E eu também estou interessado em saber quem mandou me matar", declarou.

Nesta terça-feira, a Delegacia de Homicídios (DH) da Capital e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) prenderam o sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa e o ex-PM Elcio Vieira de Queiroz, por envolvimento no assassinato de Marielle e do motorista Anderson Gomes, que ocorreu há quase um ano, no dia 14 de março de 2018.

Desde a divulgação das prisões, passou a circular na internet uma foto de Bolsonaro ao lado de Elcio de Vieira Queiroz, um dos suspeitos. Questionado sobre o assunto, Bolsonaro respondeu que tem fotos com "milhares de policiais civis e militares, com milhares, do Brasil todo".

Bolsonaro disse que não ficou surpreso com as descobertas desta terça porque "não existe crime impossível" de ser solucionado. "Eu acredito que não existe crime impossível de ser solucionado, coisa rara. Agora que poderia chegar a um bom termo, eu acredito que sim", disse.

Bolsonaro falou com a imprensa após encontro e pronunciamento ao lado do presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, que está no Brasil para sua primeira visita oficial.

O presidente só comentou a prisão dos suspeitos do assassinato de Marielle e Anderson quando foi abordado em agenda por jornalistas. Na sua conta no Twitter, não se posicionou sobre o caso. 

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